Coração

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim (Jo 14:1)

A frase acima foi dita por Jesus Cristo, num contexto onde falava aos discípulos e os confortava, incentivando-os a perseverarem na fé.

De acordo com a língua portuguesa, a palavra coração pode ter sentido concreto se referindo ao órgão muscular formado de quatro cavidades pelas quais passa o sangue para ser bombeado, mediante movimentos rítmicos, para todo o corpo; ou ainda, sentido abstrato, indicando o centro, cerne, afeição, amor, piedade, sensibilidade. Além disso, na nossa linguagem popular e poética, o coração é a sede dos sentimentos.

A partir da consciência de que o coração seria o centro da vontade, e expressa a essência da pessoa, aquilo que ela tem de mais íntimo e preciso para extrair de si, uma espécie de atmosfera que ela produz em torno de si mesma por meio de palavras, gestos, atitudes, pensamentos e etc, algo que não pode ser mascarado ou fingido, o coração pode ser interpretado como a vida além da biologia e da fisiologia do corpo; e como tal, sempre garantiu biblicamente o seu lugar.

Caso o ser humano não tivesse a capacidade de sentir e se expressar, bem como não tivesse a capacidade mental que tem para raciocinar e abstrair, ou não exercesse a linguagem, ou não amasse, entre outras habilidades... certamente não seríamos diferente dos outros animais, Ou seja, não seríamos feitos “imagem e semelhança” de Deus.

De acordo com as escrituras sagradas, Deus é capaz de sondar a mente e o coração, inclusive, há exemplos de que um dos “critérios” de Deus para escolher os Seus seria justamente o coração. A exemplo do rei Davi, que escreveu os Salmos e faz parte da árvore genealógica de Jesus – chamado “Filho de Davi” - e que mesmo sendo de baixa estatura, venceu um temido gigante. Conta que o profeta Samuel esteve na casa do futuro rei a mando do próprio Deus, e chegou a pensar que o escolhido do Senhor para governar seria um homem cuja aparência chamava a atenção naquele momento, e o Senhor teria dito ao profeta que não, que o seu escolhido era Davi porque Ele, o Senhor, não via como vê o homem, mas que na verdade Ele via o coração.

Entre as várias passagens bíblicas que exemplificam o importante papel do coração no exercício da vida cristã estão desde os sábios conselhos encontrados no livro de Provérbios, até afirmações feitas pelo próprio Cristo, entre elas as de que os limpos de coração verão a Deus, que onde estiver o coração do homem ali está o seu tesouro, ou ainda que “O homem bom, do bom tesouro do seu coração tira o bem, e o homem mau, do mau tesouro do seu coração tira o mal, porque da abundância do seu coração fala a boca” (Lc 6:45).

Bibliografia:
A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, e estudo. 2 ed, Barueri SP: sociedade Bíblica do Brasil 2009.
Bíblia sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil 2 ed Barueri SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 1988, 1993.

Arquivado em: Bíblia