Jejum de Daniel

Por Alaine Silva
“Naqueles dias, eu, Daniel, pranteei durante três semanas. Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho encontraram na minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que passaram as três semanas inteiras” (Dn 10:2-3).  

O Jejum de Daniel está mencionado na bíblia, no livro que leva o nome do profeta.

Este profeta é muito conhecido entre os cristãos por ter recebido livramento quando foi jogado na cova de leões e não sofrendo dano algum, o rei constatou a grandiosidade do Deus que ele adorava e permitiu que seu Deus, o Senhor, passasse a ser adorado sem risco de condenação ao povo.

Daniel estava no final de sua adolescência quando foi levado junto com seus amigos para a Babilônia, a fim de servir na corte de Nabucodonosor. Ocorreu que era contemporâneo de Ezequiel, e um pouco antes, em 605 AC a cidade de Jerusalém havia sido tomada pelos babilônicos, e após o povo de Judá terem sido levados como prisioneiros, alguns jovens aparentemente mais fortes do povo foram escolhidos para trabalhar no palácio.

Daniel era forte, profetizava, tinha sonhos e visões. Ele se recolhia em seu quarto e, diante de sua janela, dobrava os joelhos e orava e adorava o seu Deus três vezes ao dia. Sobretudo os capítulos nove e dez mostram que Daniel era homem muito amado, ungido do Senhor e com grande temor a Deus.

Logo no início ele diz “Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos dêem legumes a comer e água a beber. Então, se veja diante de ti a nossa aparência e a dos jovens que comem das finas iguarias do rei; e, segundo vires, age com teus servos. Ele atendeu e os experimentou dez dias” (Dn 1:12-14). Com isso o rei teve uma prova da sabedoria de Daniel e permitiu que ele e seus homens tivessem uma dieta diferenciada, quando a atitude de dispensar os manjares do palácio já não representava mais afronta ao rei.

De acordo com as escrituras, depois desse experimento com os soldados, num segundo momento Daniel fez um outro jejum que durou vinte e um dias, cuja dieta foi muito restrita e ele pranteou muito. Ao final teve uma experiência com Deus, através de um anjo vestido de linho cujos ombros estavam cingidos de de puro Ufaz, lhe apareceu e o disse: “Não temas Daniel, porque, desde o primeiro dia em que aplicaste o coração a compreender e a humilhar-te perante o Teu Deus, foram ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras, é que eu vim” (Dn 10:12). 

Como uma referência a essa passagem, cristãos dos dias atuais praticam este jejum tirando de suas dietas o que para eles é apetitoso, seus “manjares”. Geralmente restringem a carne, e dão preferências a legumes, verduras e a beber água. Além da restrição alimentar, o cristão que está neste propósito procura passar o maior tempo possível do dia orando, lendo a bíblia, pranteando, buscando a comunhão com Deus, a intimidade.

Bibliografia:
A Bíblia da Mulher: leitura, devocional, e estudo. 2 ed, Barueri SP: sociedade Bíblica do Brasil 2009.
Bíblia sagrada. Traduzida em português por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil 2 ed Barueri SP, Sociedade Bíblica do Brasil, 1988, 1993.