Confúcio

Por Felipe Araújo
"Há homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido...".
(Confúcio)

Confúcio nasceu em 551 a.C. e morreu em 479 a.C. Ele é tido como um dos principais filósofos Chineses de todo o Oriente. Seus pensamentos, compilados nos Analectos de Confúcio, obra tão importante para os orientais quanto a Bíblia é para os ocidentais.  O livro é um dos poucos registros confiáveis sobre os ensinamentos de Confúcio e é composto por diversos aforismos que o pensador chinês deixou como legados aos seus discípulos e admiradores.

A vida do pensador começou na região Nordeste da China, onde atualmente localiza-se a província Xantung. Aos três anos de idade, Confúcio perde o pai, que sustentava a família, e começa a passar dificuldade junto de sua mãe. Mesmo assim, estudou história e arqueologia até tornar-se professor. As influências de sua filosofia foram Lao Tzu, o Taoísmo e K’ung Fu-Tzu. Apesar disso, Confúcio seguiu um caminho diferente, sem se apegar à assuntos como o pós-vida. Seus ensinamentos tinham eram mais centrados em melhorar a relação entre as pessoas. "Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte?" - dizia em um de seus aforismos.

A carreira de Confúcio tomou uma nova direção quando se tornou filósofo da corte. Com este título, tentava fazer com que os governantes chineses dessem bons exemplos a serem seguidos pela sociedade. Para ele, um bom governo começava com a “virtude interior”, que faria com que os líderes ganhassem o respeito dos comandados. Apesar disso, Confúcio desaprovava qualquer tipo de tirania e mantinha a ideologia de que o Estado existia para beneficiar a população.

Os livros de Confúcio são compilações de seus aforismos e consistem nas seguintes obras: Livro dos Poemas, o Livro da História, o Livro das Etiquetas e o Livro das Mutações (o 1º I Ching). Estes escritos, mesmo após a morte do pensador, foram passados de geração em geração, além de terem ganhado diversas versões como as de Chang Yü, Cheng Hsüan e de Ho Yen.

Algum tempo depois, Confúcio foi traduzido para as línguas ocidentais e seus pensamentos tornaram bastante conhecidos na Europa e, posteriormente, nas Américas. Atualmente, o Confucionismo tem milhões de seguidores e muitos de seus pensamentos são popularmente conhecidos e utilizados no dia a dia. Frases como "não faça aos outros o que você não quer que seja feito a você”, “o silêncio é um amigo que nunca trai” e “o homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros” são de sua autoria.

Fontes:
http://www.ahistoria.com.br/biografia-de-confucio/
http://pensador.uol.com.br/frases_curtas_confucio/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conf%C3%BAcio