Hipócrates

Por Ana Lucia Santana
Não se sabe muito sabe sobre a vida desta importante figura da história médica, mas algo é inquestionável, Hipócrates é respeitado até nossos dias como o ‘pai da medicina’, pois ainda hoje sua obra é atual. Este pesquisador do campo da saúde nasceu na Grécia, em Cós, ilha grega do Dodecaneso, em 460 a.C. Ele viveu na mesma época que os grandes filósofos gregos Sócrates e Platão.

hipocratesSua família já era tradicionalmente conhecida por legar de uma geração para a outra a prática do que viria a constituir a Medicina. Hipócrates parece ter percorrido toda a Grécia e chegou até o Oriente Próximo. Ele comandou a importante Escola de Cós, que via a enfermidade como um mecanismo mórbido que deve ser analisado em suas variadas manifestações, independente de sua causa original.

A medicina seria definida, portanto, como o ofício de cuidar do doente, conforme as regras estabelecidas pela própria práxis, sob a inspiração do exame atento e detalhado da situação em questão. Este movimento na área da saúde é completamente atrelado à presença de Hipócrates em sua liderança.

O Pai da Medicina estabeleceu, em sua prática, quatro princípios fundamentais:

  1. jamais prejudicar o enfermo;
  2. não buscar aquilo que não é possível oferecer ao paciente, os famosos milagres;
  3. lutar contra o que está provocando a enfermidade;
  4. acreditar no poder de cura da Natureza.

Desta forma o verdadeiro médico, para cumprir os preceitos de Hipócrates, precisa seguir algumas normas, como:

  1. combater a raiz da enfermidade através de seus opostos;
  2. atuar habilmente;
  3. agir no organismo enfermo com equilíbrio e bom senso;
  4. oferecer ao doente a necessária educação;
  5. cuidar do indivíduo levando em conta sua singularidade, seu tipo físico, sexo, faixa etária, entre outros fatores;
  6. perceber o momento mais adequado de intervir no tratamento;
  7. levar em conta não só a fração do organismo afetada, mas o seu todo;
  8. sempre se deixar guiar pela ética.

Hipócrates criou a célebre doutrina dos quatro humores - sangue, fleugma ou pituíta, bílis amarela e bílis negra - para melhor entender o funcionamento do corpo humano, englobando a própria personalidade do Homem. Conforme estes humores alcançam o necessário equilíbrio, a saúde está presente no organismo; se um deles está em menor proporção ou em quantidade excessiva, o desequilíbrio se instaura, provocando dor e enfermidades. Esta visão hipocrática perdurou até o século XVIII.

O grande estudioso, que lutou constantemente contra o pensamento mágico e supersticioso, oferecia três espécies de tratamento – a sangria, para acabar com os excessos; o purgante, com o objetivo de complementar a purificação do organismo; e a dieta, para prevenir a constituição dos maus humores. O contato com a natureza é igualmente uma prescrição significativa, segundo o famoso médico.

Para Hipócrates, as doenças estavam igualmente relacionadas ao meio ambiente, ao clima, a uma determinada raça e à alimentação. Seus principais conceitos estão contidos em sua obra Aforismos, e muitos deles ainda têm validade no mundo contemporâneo. Fundamental também é sua ética, resumida no célebre Juramento de Hipócrates. De acordo com alguns pesquisadores, porém, este paradigma que até hoje se esforça para guiar a conduta médica pode ter sido criado bem depois da época de Hipócrates. Mas com certeza foi pelo menos inspirado em suas atitudes éticas.

Fontes:
http://www.todabiologia.com/pesquisadores/hipocrates.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipócrates
http://www.academiareumatol.com.br/historia.htm

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