Por Marina Martinez |
Por volta de 1884, Hans Gram observou que as bactérias, após serem tratadas com diferentes corantes, adquiriram cores diferenciadas. Assim, as que ficavam roxas foram classificadas de Gram-positivas, e as que ficavam vermelhas, foram chamadas de Gram-negativas. A técnica de Gram é fundamental para a taxonomia e identificação das bactérias, sendo muito utilizada atualmente, como técnica de rotina em laboratórios de bacteriologia.
Procedimentos da coloração de Gram
- Em uma lâmina, contendo esfregaço seco, cubra-o pingando gotas de violeta-de-metila e deixe agir por 15 segundos;
- Adicione água ao esfregaço, em cima do violeta-de-metila, cobrindo toda a lâmina. Deixe agir por mais 45 segundos;
- Após o tempo corrido, escorra o corante e lave o esfregaço em um filete de água corrente. Cubra a lâmina com lugol ou Iodo de Gram e deixe por 60 segundos;
- Escorra todo o lugol e lave em um filete de água corrente;
- Aplique álcool etílico a 95%, ou acetona, para descorar a lâmina por 10 a 20 segundos;
- Lave em um filete de água corrente;
- Cubra toda a lâmina com safarina e deixe corar por aproximadamente 30 segundos;
- Lave a lâmina em um filete de água;
- Seque a lâmina com auxílio de um papel de filtro limpo ou deixe-a secar ao ar livre;
- Aplique uma gota de óleo de imersão sobre o esfregaço e observe no microscópico com objetiva de imersão (100 X).
Os resultados após a coloração de Gram permitem classificar as bactérias em dois grupos:
Quando as estruturas celulares são cobertas pelo corante violeta-de-metila, todas se coram em roxo. Com a adição do mordente (Soluto de Lugol), ocorre à formação do complexo iodo-pararosanilina, que tem como propriedade fixar o corante primário nas estruturas coradas.
Algumas estruturas perdem a cor violeta rapidamente, quando ocorre a lavagem, com ácool etílico, enquanto outras perdem sua coloração mais devagar ou a perdem completamente. O corante safranina colore novamente as estruturas que foram descoradas.
As bactérias Gram-positivas, que têm a parede celular composta por mureína (peptídeoglicano - peptídeo de ácido n-acetil murâmico), durante o processo de descoloração com álcool etílico, retém o corante, permanecendo com a coloração conferida pelo corante primário (roxo). Já as bactérias Gram-negativas com parede celular composta predominantemente por ácidos graxos (lipopolissacarídeos e lipoproteínas), perdem o complexo iodo-pararosanilina, são incapazes de reter o violeta de Genciana, assumindo a cor do corante de fundo (vermelha).
São as diferenças da estrutura da parede bacteriana, principalmente com relação à espessura da camada de peptidoglicano, que é responsável pelo diferente comportamento das bactérias diante da coloração de Gram.
Leia também:
Referências Bibliográficas:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Técnica_de_Gram
http://www.e-escola.pt/topico.asp?id=306&ordem=1
http://www.prof2000.pt/users/biologia/tcolgram.htm
| Data de publicação: Categorias: Bioquímica, Microbiologia |
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