Senzala

Por Fernando Rebouças
As Senzalas eram alojamentos utilizados pelos escravos africanos e afro-descendentes nas fazendas de cana-de-açúcar , café e minas de ouro no Brasil. Eram construídas com barro, telha ou palha; referida por Joaquim Nabuco como o “grande pombal negro”.

Na frente da senzala sempre havia o pelourinho, tronco com corda utilizado para castigar os escravos rebeldes.

A senzala possuía grandes janelas cercadas com grade, o chão era de terra dura, forrado somente por palhas. Os escravos saíam somente para trabalhar ou serem castigados.

Internamente não haviam cômodos , mas os homens dormiam separados das mulheres e das crianças. As senzalas que ainda resistiram ao tempo são encontradas nas tradicionais fazendas do Vale do Paraíba, nos municípios de Vassouras, Valença e Cantagalo, todos do Estado do Rio de Janeiro.

As senzalas foram utilizadas durante toda a fase de escravidão. Não eram confortáveis, compreendiam numa espécie de galpão abafado.

Os escravos ficavam dentro da senzala acorrentados para não fugirem. Depois da abolição da escravatura, muitos fazendeiros tentaram oferecer as senzalas como alojamento para os imigrantes europeus, estes logo se negaram em dormir nas antigas senzalas e construíram suas próprias habitações nas fazendas.