Mastócito

Por Débora Carvalho Meldau
O mastócito é uma célula que faz parte do tecido conjuntivo. Morfologicamente apresentam-se globosas, grandes e com citoplasma repleto de grânulos que se coram intensamente. O núcleo é pequeno, esférico e central, sendo difícil observá-lo por microscopia, pois frequentemente está encoberto pelos grânulos citoplasmáticos.

Seus grânulos secretores são elétron-densos, heterogêneos e contêm mediadores químicos como a histamina e glicosaminaglicanas. Os mastócitos colaboram com as reações imunes e têm um papel fundamental na inflamação, nas reações alérgicas e na expulsão de parasitas.

Os grânulos dos mastócitos são metacromáticos (em outras palavras, mudam de cor na presença de determinados corantes) em consequência da alta concentração de radicais livres ácidos presentes nos glicosaminoglicanas (heparina ou condroitim sultado). Outros constituintes desses grânulos são a histamina, proteases neutras e o fator quimiotático dos eosinófilos na anafilaxia, mais conhecido pela sigla ECF-A (eosinophil chemotatic factor of anaphylaxis). São responsáveis também pela secreção de alguns leucotrienos (C4, D4, E4) ou SRS-A (slow reacting substance of anaphylaxis), no entanto, estas substâncias não existem pré-formadas nas células. Elas são sintetizadas a partir dos fosfolipídios da membrana plasmática e imediatamente liberadas para o meio extracelular quando o mastócito recebe sinais apropriados, como por exemplo, na interação com os fibroblastos. As moléculas produzidas pelos mastócitos atuam localmente como secreções do tipo parácrina.

Embora sejam morfologicamente parecidas, existem no tecido conjuntivo pelo menos duas populações de mastócitos. Um tipo recebe o nome de mastócito do tecido conjuntivo, encontrada na pele e cavidade peritoneal, e seus grânulos contêm a heparina. O outro tipo é denominado de mastócito da mucosa e é encontrado na mucosa intestinal e pulmões e seus grânulos contêm condroitim sulfatado.

Originam-se de células precursoras hematopoéticas localizadas na medula óssea. Estes mastócitos imaturos circulam na corrente sanguínea, cruzam a parede de vênulas e penetram nos tecidos, onde vão proliferar e se diferenciar. Embora em muitos aspectos sejam semelhantes aos leucócitos basófilos, os mastócitos originam-se de uma célula tronco distinta.

Na superfície destas células são encontrados receptores específicos para imunoglobulina E (IgE), sintetizada pelos plasmócitos. Grande parte das moléculas de IgE fixa-se na superfície dos mastócitos e dos granulócitos basófilos.

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Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mastócito
http://www.virtual.epm.br/material/histologia/histo/fig15.htm
Histologia Básica – Luiz C. Junqueira e José Carneiro. Editora Guanabara Koogan S.A. (10° Ed), 2004.