Anjos

Os anjos são vistos na prática judaico-cristã como seres celestiais. Na maior parte das religiões baseadas na inspiração divina bíblica, eles são compreendidos como entidades superiores à Humanidade e inferiores a Deus, que atuam como embaixadores do Criador.

Esta expressão vem do latim angelu e do grego ángelos, significando ‘mensageiro’. Embora não tenham exatamente uma forma humana, eles são, no entanto, simbolizados como criaturas dotadas de singela formosura, uma intensa luz, pois se constituem de pura energia, e às vezes são visualizadas como crianças, pois estas emanam um ar de inocência e de valor moral. Os anjos são sempre representados com asas brancas, como as dos pássaros, e uma auréola em torno de si. Segundo os teólogos, eles exercem um alto poder indutivo sobre o Homem, principalmente na esfera material e na elemental, plano que se refere aos espíritos que habitam a Natureza. Eles interferem assim na vida humana com o nobre objetivo de orientar a Humanidade em sua jornada evolutiva.

As primeiras narrativas a mencionarem a existência dos anjos remontam aos tempos bíblicos; a descrição mais remota de um anjo reporta-se a 4000 a.C. na cidade de Ur, localizada no Oriente Médio. Estas histórias povoam o Antigo Testamento. O Catolicismo transforma esta questão em mais um de seus dogmas, sustentando que Deus teria gerado repentinamente, do nada, tanto os homens quanto os anjos. Estas figuras têm também participação marcante nos eventos narrados no Novo Testamento, como na anunciação do nascimento de Jesus a Maria, por exemplo.

Os teólogos mais modernos defendem a existência dos anjos, enfatizando sua concretude, em contraposição à imagem abstrata que muitos cultivam. Mas ninguém é capaz de precisar o número exato destas criaturas, embora os textos sagrados afirmam serem eles incalculáveis. Suas propriedades diversificadas, porém, levaram vários estudiosos à conclusão de que existem distintas categorias hierárquicas angélicas. No núcleo cristão, vários sistemas classificatórios foram criados, mas o mais preponderante destes esquemas foi produzido pelo Pseudo-Dionísio, conhecido como o Areopagita, em meados dos séculos IV e V, na obra De Coelesti Hierarchia. Outros antes dele, porém, abordaram esta questão, como São Clemente, Santo Ambrósio e São Jerônimo.

Com algumas variações de um autor para outro, as categorias angelicais incluem geralmente anjos, arcanjos – superiores aos anjos -; serafins, querubins, dominações, virtudes, tronos, principados e potestades. Assim, encontram-se no Catolicismo nove coros ou graus hierárquicos. Tradicionalmente fala-se de três arcanjos – São Miguel (Quem como Deus); São Rafael (Deus Cura) e São Gabriel. A Igreja cultiva a crença nos Anjos da Guarda, protetores de cada indivíduo. Os anjos seriam dotados de um poder intelectual superior ao do Homem, o que lhe permite prever acontecimentos de natureza material, pois eles dominam o conhecimento das Leis Naturais, como gravidade, densidade, entre outras.

Os anjos ocupam os degraus mais inferiores na hierarquia, encontrando-se assim mais perto do Homem, embora se utilize este termo para se referir a qualquer entidade habitante da esfera celestial. Eles estão presentes nas mais variadas tradições religiosas, entre muçulmanos, zoroastrianos, hindus e budistas. Ninguém diverge da fé em sua existência. O Cristianismo Místico e a Cabala vêem os anjos como Espíritos Iluminados, ou seja, de evolução mais elevada que a do Homem e menos avançada que a dos Arcanjos. Os espíritas acreditam que os anjos são espíritos que já desencarnaram e continuam a interagir com os vivos, como mensageiros de Deus que trazem consigo comunicações e ensinamentos do plano espiritual. Outras correntes judaico-cristãs alimentam um conceito semelhante destas criaturas.

Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Anjo
http://www.anjoscatolicos.hpg.ig.com.br/oquesao.htm

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