Cisto Pilonidal

Por Débora Carvalho Meldau
O cisto pilonidal, também denominado abscesso pilonidal, é o nome dado aos cistos dermóides localizados na região sacral. Estes últimos podem ser encontrados em outras regiões do corpo, como pescoço, ao redor das orelhas, nariz e olhos.

Embora possua o nome de cisto, na realidade não se trata de um cisto verdadeiro, e sim, um resquício embrionário de pele. Durante o desenvolvimento do embrião, ocorre a formação de excessos de pele (“dobras”) que habitualmente são eliminados. Contudo, algumas dessas “dobras” podem ficar ocultas no interior da pele. Recebem o nome de fendas embrionárias e, nos casos em que são grandes o suficiente para inflamarem ou serem observadas a olho nu, são chamadas de cistos dermóides.

Os cistos pilonidais normalmente apresentam, em seu interior, pêlos e glândulas sebáceas e sudoríparas. É provável que essas glândulas sudoríparas sejam responsáveis pelo agravamento da lesão com o calor, pois com a elevação da temperatura local faz com elas produzam suor, que acaba ficando acumulado no interior da pele, podendo resultar em um processo inflamatório ou até infeccioso.

As primeiras manifestações clínicas costumam surgir no período da adolescência ou no começo da idade adulta. A afecção inicia-se como uma inflamação na região sacral, com desconforto, especialmente quando o indivíduo acometido passa muito tempo sentado. Ao passo que a doença evolui, nota-se uma lesão nodular, que normalmente varia de 1 a 5 cm de diâmetro, de consistência mole e que pode apresentar sinais de inflamação (dor, calor e rubor). Também é comum a presença de líquido purulento na região. Em certos casos, em conseqüência da intensidade da inflamação e da infecção, brotam novos orifícios na região, facilitando a saída natural do pus.

Determinados fatores são de grande importância para o aparecimento da inflamação no local, como calor, calças apertadas e atritos nessa região, tanto que na Segunda Guerra Mundial, esta afecção recebia o nome de doença do Jeep, pois os soldados que permaneciam muito tempo sentados nos Jeeps sofriam freqüentemente desse problema (muito calor, muito tempo sentados e constante atrito).

O tratamento, tanto dos cistos dermóides quanto dos pilonidais, é cirúrgico, sendo estes deixados para cicatrizar por segunda intenção (método usado para o tratamento cirúrgico de feridas infectadas).

Hoje em dia, em consequência de um conhecimento mais amplo com relação a sua verdadeira etiologia, a ferida cirúrgica é suturada, o que torna o pós-operatório mais tranqüilo. Contudo, o fechamento cirúrgico pode ser realizado apenas se o cisto não estiver inflamado. Deste modo, o momento ideal para a realização da cirurgia é quando a lesão está silenciosa. Quando encontrar-se inflamada, o correto é procurar um dermatologista para tentar reverter o quadro, através do uso de antibióticos e drenagem, para subseqüentemente realizar a cirurgia.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cisto_pilonidal
http://www.dermatologia.net/novo/base/doencas/cisto_pilonidal.shtml
http://www.drfernandovalerio.com.br/cisto_pilonidal.htm
http://www.sbcp.org.br/revista/nbr243/P203_207.htm
http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/003253.htm
http://www.saudeintegradavida.com/cisto-pilonidal-2/

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