Doença de Still do Adulto

Por Débora Carvalho Meldau
A doença de Still do adulto consiste em um raro distúrbio inflamatório sistêmico, que se caracteriza por febre alta, erupções cutâneas e dores articulares, que, em longo prazo, pode resultar em artrite crônica.

A doença de Still do adulto trata-se de uma versão severa da artrite idiopática juvenil (AIJ), que acomete indivíduos durante a infância. Estima-se que cada 1 indivíduo a cada 100 mil desenvolvem esta patologia a cada ano e costuma acometer mais as mulheres do que os homens. A causa desta doença não foi elucidada até o momento.

As manifestações clínicas mais frequentes nos pacientes com a doença de Still são:

  • Febre, que costuma aparecer abruptamente, uma vez por dia, tipicamente na parte da tarde ou durante a noite;
  • Dores articulares, rubor e edemaciação, sendo que comumente há o envolvimento de diversas articulações;
  • Erupções cutâneas que desaparece e reaparece com a febre.

Dentre outros sintomas que também podem estar presentes estão:

  • Dor de garganta;
  • Dor e inchaço do abdômen;
  • Pleurisia;
  • Linfadenomegalia;
  • Perda de peso.

Para o diagnóstico da doença de Still é importante descartar outras patologias que provoquem sintomas similares. Os testes sanguíneos podem evidenciar:

  • Alta taxa de leucócitos e uma baixa taxa de eritrócitos;
  • Proteína C-reativa (CRP) e taxa de sedimentação (ESR) mais altas do que o normal;
  • Nível elevado de ferretina;
  • Elevado nível de fibrinogênio;
  • Elevados níveis das enzimas hepáticas aspartato transaminase (AST) e alanina transaminase (ALT);
  • Teste negativo para o fator reumatóide;

Alguns exames de imagens podem ser úteis para verificar se há a presença de hepatomegalia, esplenomegalia, inflamação do tórax ou articulações, como:

  • Ultrassonografia abdominal;
  • Tomografia computadorizada do abdômen;
  • Radiografias das articulações ou do tórax.

Até o momento não há cura para esta doença. Todavia, o tratamento pode fornecer alívio dos sintomas, além de auxiliar na prevenção de complicações. Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), como a aspirina e o ibuprofeno costumam ser o primeiro tratamento estabelecido. Nos casos mais graves, a prednisona é uma opção. Nos casos de persistência dos sintomas, fármacos imunossupresores podem ser úteis.

Pesquisas apontam que aproximadamente 20% dos pacientes com esta doença não apresentam mais sintomas após um ano de tratamento, sem recidivas. Em torno de 30% dos pacientes, os sintomas desaparecem, mas retornam ao longo dos anos seguintes e, em cerca de 50% dos pacientes, os sintomas persistem por um longo período.

Fontes:
http://www.cerir.org.br/revistas/junho2001/still.htm
http://www.mayoclinic.com/health/adult-stills-disease/DS00792
http://www.developping.com/saude/doenca-de-still-do-adulto/
http://en.wikipedia.org/wiki/Still's_disease

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