Espinha Bífida

Por Débora Carvalho Meldau
A espinha bífida, também conhecida como espinha bifurcada, é definida como uma malformação congênita causada por uma ausência de fusão das estruturas embrionárias da linha média (tubo neural embrionário). Esta patologia trata-se de uma das lesões da medula espinhal mais comumente observada, podendo afetar toda a extensão da mesma.

No caso da espinha bífida, é gerado um cisto, uma vez que o tecido nervoso salta pelo orifício causado pela malformação, deixando a medula espinhal sem proteção.

Dentre as diferentes causas desta patologia, encontram-se:

  • Idade avançada dos pais;
  • Genéticas;
  • Ambientais (é mais comum em crianças que nascem no inverno);
  • Mães diabéticas ou que fazem uso de fármacos para convulsão apresentam maior probabilidade de gerarem crianças com espinha bífida;
  • Déficit de ácido fólico no organismo da mãe;
  • Ingestão de álcool por parte da gestante.

A espinha bífida é classificada em três tipos:

  • Oculta: quando há uma deformidade que se caracteriza por um problema na união do arco posterior da vértebra, que normalmente não está acompanhada de alterações aparentes das estruturas contidas no canal vertebral. Esta alteração pode não ser percebida durante a vida inteira do indivíduo e vir a ser relacionada a problemas neuromusculares ou esqueléticos.
  • Meningocele: este tipo de deformidade apresenta uma solução de continuidade do arco posterior juntamente com uma herniação das meninges e a produção de um saco no qual se encontra um líquido. Esta deformidade pode vir acompanhada de alterações neuromusculares.
  • Mielomeningocele: esta deformidade vem acompanhada de herniação dos envoltórios da medula espinhal juntamente com estruturas nervosas. Habitualmente encontra-se associada mielodisplasia ou uma hidromielia, causando uma grave disfunção neuromuscular distal.

A localização da deformidade em questão determina a paralisia do indivíduo portador da espinha bífida. Caso encontre-se na coluna dorsal, L1 ou L2 a paralisia é considerada alta; no nível da vértebra L3 é média, enquanto que no nível da L4, L5 e sacrais é baixa.

A detecção da espinha bífida pode ser feita durante o primeiro trimestre de gestação, por meio da ecografia. Também é possível ser detectada com a realização de uma amniocentese, de acordo com o nível da proteína α-fetoproteína presente no líquido amniótico.

Após o nascimento, quando a espinha bífida não é oculta, é possível a visualização do orifício formado na coluna e a exposição de tecido nervoso.

O principal passo no tratamento da espinha bífida é o encerramento da lesão. Durante o exame, deve ser avaliado se há a presença de hidrocefalia. A realização de exercícios fisioterápicos auxilia na correção de possíveis deformidades resultantes desta patologia, como, por exemplo, pé torto, coxa deslocada, reduzida amplitude articular, alterações no tronco, além de conferir força à musculatura.

É fundamental que os pais recebam orientação quanto à forma que devem tratar a criança portadora dessa deformidade, para que a mesma seja estimulada e o agravamento do quadro evitado.

Fontes:
http://www.aebh.org/espinha_bifida.htm
http://www.conhecersaude.com/criancas/3087-espinha-bifida.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Espinha_bífida
http://www.espinhabifida.com/
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/neuro/espinha_bifida.htm

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