Esquizofrenia

Graduação em Farmácia (Universidade Braz Cubas, UBC, 2012)

A esquizofrenia é uma doença psicótica também tratada por alguns especialistas como transtorno mental complexo ou doença mental crônica cuja qual se revela na adolescência ou no começo da idade adulta (entre os 20 ou 30 anos), geralmente aparece em cerca de 1 a cada 100 pessoas, sendo só no Brasil uma média de 1,6 milhões de pessoas esquizofrênicas. Nesta doença há perda de contato com o mundo real, ou seja, o paciente tem dificuldades na distinção entre as experiências reais ou não, nas crises o indivíduo apresenta alucinações, delírios, confusão mental e mudança repentina de comportamento.

Sintomas

Entre os principais sintomas da esquizofrenia temos os delírios, que são falsas idéias onde o paciente pode achar estar sendo perseguido e possui convicção do fato. Alucinações também são frequentes, neste o indivíduo tem falsas percepções sobre os sentidos, como ouvir vozes ou ver coisas que não procedem com a realidade. Mudanças no pensamento, são alterações das idéias, neste o paciente tem sensações que seus pensamentos podem ser lidos ou roubados e apresenta discurso confuso.

Alterações da afetividade, neste caso há perda da capacidade de reação às circunstâncias, o que torna o esquizofrênico indiferente as reações afetivas de outras pessoas.

Outro sintoma comum nesses pacientes é a redução de motivação, onde o indivíduo se desinteressa por tarefas cotidianas, não se relaciona com outros preferindo permanecer isolado. Podem também se manifestar comportamentos hiperativos, dificuldade de aprendizado, memória comprometida, sintomas de ansiedade como inquietação, palpitação entre outros. No início esses transtornos podem ser confundidos com outros transtornos da ansiedade.

Causas

As causas da esquizofrenia ainda são em sua maioria desconhecidas, porém alguns especialistas acreditam que fatores genéticos e ambientais possam estar relacionados com o desenvolvimento da doença como a desnutrição antes de nascer, exposição a vírus, problemas no parto entre outros. Há estudos que mostram diferenças estruturais e químicas durante o desenvolvimento da doença que podem estar ligados ao progresso da mesma. As vias de comunicação cerebral que utilizam dopamina e glutamato durante a sinapse exercem papéis importantes na doença porém ainda há muito a se entender desses mecanismos moleculares.

Diagnóstico

Atualmente não há exames capazes de diagnosticar a esquizofrenia, porém há exames como tomografias, ressonância magnética, e exames de sangue que auxiliam no descarte de doenças cujo sintomas são parecidos. Para a identificação da doença é necessário que o paciente passe por consulta com um psiquiatra onde este responderá diversas perguntas, além disso é importante que os familiares estejam presentes para melhor diagnóstico.

Tratamento

Caso diagnosticada a esquizofrenia é fundamental que o paciente siga o tratamento farmacológico passado pelo psiquiatra de forma correta, e não deixe a terapia mesmo que os sintomas tenham desaparecido. Quando houver agravamento dos sintomas é necessário a hospitalização do indivíduo para que não haja riscos para o mesmo.

Os medicamentos utilizados para o tratamento desta doença são os antipsicóticos, dentre eles temos a clorpromazina, haloperidol, flupentixol que são os considerados antipsicóticos típicos, porém em casos onde esses fármacos não são bem tolerados há a possibilidade de tratamento com a clozapina que age em receptores de dopamina além de ter efeitos anti alfa-adrenérgicos e anti-histamínicos esta é considerada um antipsicótico atípico.

Referencias:
http://www.medicinanet.com.br/bula/8107/clozapina.htm
https://www.lilly.com.br/Areas_Terapeuticas/Esquizofrenia
http://www.uniica.com.br/orientacoes/esquizofrenia/
http://www.abrebrasil.org.br/web/index.php/esquizofrenia/saiba-o-que-e
http://www.minhavida.com.br/saude/temas/esquizofrenia
http://www.saudemental.net/o_que_e_esquizofrenia.htm

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