Hidrocele Testicular

Por Débora Carvalho Meldau
A hidrocele é caracterizada por um acúmulo de quantidades anormais de fluído límpido no interior da túnica vaginal do testículo. Pode ser uni ou bilateral, de etiologia congênita ou adquirida. Acomete com maior frequência bebês e adultos acima de 45 anos.

Em indivíduos saudáveis, um pequeno volume de líquido envolve os testículos e tem como função lubrificar esse órgão. Entretanto, quando ocorre algum desequilíbrio entre a produção e a absorção desse líquido, surge a hidrocele. Essa é a etiologia da hidrocele que acomete adultos e pode ser causada por processos inflamatórios em estruturas vizinhas ao testículo, traumatismos, obstruções dos vasos linfáticos ou até mesmo tumores.

No feto, durante a vida intra-uterina, os testículos são formados no interior da cavidade abdominal, em uma região conhecida como retroperitônio. Com o crescimento do feto, os testículos migram para baixo em direção a bolsa escrotal. O caminho que foi percorrido pelo órgão deve se fechar naturalmente. Caso isso não aconteça, líquidos da cavidade abdominal migram para o interior do saco escrotal através da abertura existente, acumulando-se resultando na hidrocele nos bebês.

O sintoma mais característico é o aumento indolor do volume escrotal, uni ou bilateral, podendo ser discreto ou exacerbado. As hidroceles de grande volume, mesmo não sendo dolorosas, causam desconforto devido ao seu tamanho.

O diagnóstico é feito através de um exame clínico realizado pelo médico, para verificar se o aumento de tamanho é devido à  presença de conteúdo líquido ou sólido. Também pode ser realizada uma ultra-sonografia, permitindo a visualização detalhada dos testículos e das estruturas existentes dentro da bolsa escrotal.

Normalmente, nas crianças, opta-se por acompanhar o paciente e aguardar o fechamento espontâneo da abertura, se não houver hérnia associada. Caso não haja regressão dentro de 12 meses, opta-se pela cirurgia. Já no adulto, o tratamento recomendado sempre é o cirúrgico, que visa facilitar a drenagem desses líquidos acumulados. Existem outro tratamento descrito na literatura que recomenda aspirar o líquido acumulado e injetar no local substância esclerosante, que possui a capacidade de obliterar a entrada da bolsa escrotal e, deste modo, impedem um futuro acúmulo. Entretanto, essa técnica pode causar infecções, fibrose e dor local.

Fontes:
http://www.sbu-sp.org.br/site/index.php/hidrocele.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Hidrocele_testicular
http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/000518trt.htm
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?238
http://saudeonline-cb.blogspot.com/2010/04/hidrocele.html

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