Ptose Palpebral

Por Débora Carvalho Meldau
Recebe o nome de ptose palpebral a situação em que uma pálpebra encontra-se caída, ou seja, é quando a pálpebra superior encontra-se constantemente cobrindo o olho mais do que o normal.

Além de haver um comprometimento estético, ela afeta também o campo visual. Normalmente, os pacientes tendem a forçar a testa para elevar a pálpebra, sendo, portanto, comum as rugas nessa região e a queixa de cansaço e dores de cabeça. A origem das ptoses deve ser dividida em congênita e adquirida.

Ptose Palpebral Congênita

A ptose palpebral congênita é a anomalia palpebral mais comumente encontrada. Embora ela normalmente seja neuropática, na grande maior parte dos casos, a ptose palpebral congênita é miopática, resultante da falta de desenvolvimento do músculo elevador e seu tendão.

Este tipo de ptose corresponde a aproximadamente 60% a 70% dos casos das ptoses e é bilateral em 25% dos casos. Pode ser uma anomalia isolada ou associada a outros defeitos como epicanto, anormalidades do ponto lacrimal, catarata congênita, entre outros.

Normalmente, esse tipo de ptose associa-se com a limitação da elevação do olho acometido. A severidade varia muito com cada paciente, sendo que às vezes é muito discreta enquanto que em certos casos é muito severa levando ao comprometimento do campo visual e elevação do queixo do paciente na tentativa de posicionar o eixo visual na fenda palpebral. Geralmente, não há alterações no grau da ptose durante toda a vida. Nos casos mais severos, que apresentam risco de ambliopia ou naqueles esteticamente ruins, recomenda-se a cirurgia corretiva.

O diagnóstico diferencial com outros tipos de ptose é feito por meio de uma anamnese detalhada, com observação de fotos antigas e a observação de que não há comprometimento pupilar ou de outros músculos inervados pelo oculomotor, a não ser o reto superior, que em muitos casos encontra-se comprometido juntamente com a ptose.

Ptose Palpebral Adquirida

A ptose palpebral adquirida divide-se em ptose de origem neurogênica, por:

  • Alteração do nervo oculomotor ou no simpático ocular;
  • Alteração na junção neuromuscular;
  • Alteração miogênica;
  • Alterações locais da pálpebra.

Na grande maior parte dos casos, a ptose de origem neurogênica se dá por lesão do nervo oculomotor ou da via simpática ocular. Todavia, raramente pode também resultar de alterações supranucleares, quando utiliza-se a denominação ptose “cerebral” ou “cortical”

A ptose unilateral é consequente de lesão em apenas um hemisfério cerebral, sendo um achado muito raro, ocorrendo do lado contrário da lesão e geralmente é tão discreta que pode nem chegar a ser diagnosticada. Embora possa ocorrer a ptose bilateral por lesões supranucleares, esta é muito incomum.

Entretanto, a ptose por lesão do fascículo ou do nervo oculomotor, são causas muito mais comuns do que a ptose neurogênica. Lesões nessas duas regiões normalmente resultam em uma ptose unilateral. O diagnóstico é feito pela observação do acometimento de outros músculos extraoculares que resultam em limitação da adução, elevação e abaixamento do olho afetado. Freqüentemente ocorre acometimento pupilar, embora não seja obrigatório.

Fontes:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?355
http://www.cibersaude.com.br/revistas.asp?fase=r003&id_materia=1596
http://www.hsavisao.com.br/tratamentos/ptose_palpebral.html
http://www.abrami.org.br/index.php?option=com_definition&func=display&letter=P&Itemid=11&catid=14&page=1

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