Púrpura trombocitopênica idiopática

A púrpura, conhecida como púrpura trombocitopênica idiopática (PTI), é uma doença sanguínea adquirida caracterizada pela trombocitopenia (redução do número de plaquetas sanguíneas). Também é conhecida como púrpura trombocitopênica imunológica, pois a maior parte dos casos está relacionada com o surgimento de anticorpos contra as plaquetas.

Muitas vezes essa doença é assintomática, mas a baixa contagem de plaquetas pode levar ao aparecimento de púrpura, manifestação que envolve o surgimento de petéquias, equimoses e outras manifestações hemorrágicas.

Sua etiologia está na ruptura de capilares, sendo que geralmente é causada por traumatismos na pele ou nas mucosas. Em mulheres e crianças é comum o aparecimento de púrpura nas pernas com traumatismo mínimo ou até mesmo sem traumatismo. Pode também acontecer em injeções intramusculares ou na coleta de sangue.

Normalmente o quadro clínico se instala abruptamente, podendo ser caracterizado por:

  • Sangramentos cutâneos (petéquias e equimoses);
  • Sangramentos mucosos (epistaxe, gengivorragia, menorragia, hematúria ou sangramento no trato gastrointestinal);
  • Podem aparecer fortes dores nas pernas junto com as hemorragias;
  • Inchaço do paciente, com aumento de peso.

O médico realiza uma anamnese detalhada do paciente, em seguida é feito um hemograma para confirmação do diagnóstico, onde é analisada a contagem de plaquetas. Como o número de plaquetas baixo não indica apenas a existência de púrpura, outras doenças devem ser investigadas. Mesmo que essas células sanguíneas sejam produzidas pelo baço, normalmente a esplenomegalia está ausente nessa doença. Devido à acelerada produção plaquetária, pode estar presente no hemograma megaloplaquetas. Os pacientes apresentam tempo de sangramento aumentado, mas tempo de protrombina e tempo de tromboplastia parcial ativada estão normais, pois o problema está nas plaquetas e não na cascata de coagulação.

Não existe um tratamento único, sendo que sempre está ligado à causa que desencadeou a púrpura. O tratamento inicial é feito com a administração de corticóides sistêmicos, com objetivo de controlar a reação auto-imune. Quando essa medida não surte efeito, pode ser realizada a esplenectomia (remoção cirurgica do baço). Existem cremes e pomadas que quando friccionados sobre o local da lesão, ajudam na reabsorção do sangue extravasado, diminuindo o tempo de evolução das manchas.

Fontes:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?356
http://pt.wikipedia.org/wiki/P%C3%BArpura_trombocitop%C3%AAnica_idiop%C3%A1tica
http://www.manualmerck.net/?id=272&cn=2010
http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/003232.htm
http://www.mdsaude.com/2010/02/purpura-trombocitopenica-idiopatica-pti.html

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