Eficiência Energética

Por Caroline Faria
Podemos chamar de eficiência energética a relação entre a quantidade de energia consumida por determinado equipamento ou aparelho e a quantidade de energia efetivamente utilizada por ele para realizar a tarefa a que se propõe.

Para ficar mais fácil de entender, vejamos um exemplo bastante comum, o da lâmpada: o objetivo da lâmpada é produzir luz, portanto toda a energia utilizada pela lâmpada deveria ser transformada em energia luminosa para que tivéssemos uma eficiência energética de 100%; entretanto, uma lâmpada incandescente possui uma eficiência de 8%, o que significa que apenas 8% da energia elétrica que ela consome é transformada em energia luminosa (luz), e o restante, 92%, são perdidos em forma de calor. Já a lâmpada fluorescente possui uma eficiência de 32%, significando que 68% da energia que ela consome é perdida em forma de calor. Parece pouco, mas já representa uma grande diferença em termos de economia de energia.

Mas a eficiência energética não se aplica apenas à lâmpadas. Os automóveis, por exemplo, podem ter sua eficiência energética medida de acordo com a quantidade de energia disponível no combustível e a quantidade de energia efetivamente transformada em movimento. Outro exemplo, mais comum, é aquele selo que os eletrodomésticos recebem e que indicam qual deles é mais econômico, ou eficiente: o Selo Procel, do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica, criado pelo Ministério de Minas e Energia em 1993 para incentivar a produção e comercialização de produtos mais eficientes.

Este conceito pode ser estendido, inclusive, para edificações e processos. Empresas de todos os tipos podem buscar a eficiência energética através da adoção de tecnologias que otimizem o uso da energia e de medidas simples de conscientização de seu pessoal. É que mesmo que um dia consigamos uma lâmpada que seja 100% eficiente, por exemplo, não vai adiantar nada se você deixá-la ligada sem ter alguém usando. A eficiência não representa o quanto de energia consumida foi transformada em energia útil para o propósito a que se propõe a lâmpada (ou outro objeto)? Então, se ela estiver ligada sem ninguém usando não estará cumprindo seu papel.

Na verdade, tudo isso tem a ver com a necessidade cada vez maior de se encontrar meios de evitar que um “apagão”, como o que já ocorreu por estas terras, ocorra novamente. A população não pára de aumentar, isso é um fato. O que exige que os governos busquem meios de gerar cada vez mais energia para atender a demanda desse contingente e ainda das indústrias que surgem para suprir as necessidades dessa população. O problema é que o modelo convencional de geração de energia (grandes usinas hidrelétricas, no Brasil) traz custos ambientais altos. O que todos sabemos ser importante demais para ser ignorado.

Uma das soluções apontadas pelo INEE (Instituto Nacional de Eficiência Energética) é a chamada “Geração Distribuída”, ou GD. A proposta é diminuir a distância entre o local onde a energia é gerada e o local onde é consumida através da implantação de tecnologias que podem ser: co-geradores, geradores de emergência, fontes alternativas de energia, PCH's (pequenas centrais hidrelétricas), e etc. Isso porque, sempre ocorrem perdas na transmissão da energia. Ou seja, quanto maior for a distância entre geração e consumo, menor a eficiência energética. Sem contar que a GD diminui os custos de qualquer projeto de geração de energia uma vez que não necessita, ou ao menos diminui, a necessidade das linhas de transmissão e, ainda, torna o sistema mais estável ao reduzir as perdas na transmissão.