Economia Planificada

Por Emerson Santiago
Recebe o nome de economia planificada o sistema no qual a organização econômica, as decisões econômicas em geral de uma nação são determinadas por um plano e não pelo mercado. Tal plano é elaborado pelo Estado, isto é, por autoridades e técnicos que trabalham em setores estatais. O resultado é um programa, válido por um determinado período, geralmente de cinco anos, a prática usual dos países que adotaram tal modelo de economia (plano quinquenal). Para que exista uma economia planificada é preciso que todos os meios de produção sejam estatizados. Assim, o Estado passa a ser o proprietario de todas as empresas importantes: bancos, indústrias. meios de transporte, etc.

A partir daí, as autoridades governamentais serão responsáveis pela centralização e controle todas as decisões de aspecto econômico e financeiro. Os preços na economia planificada não obedecem à lei da oferta e da procura, fundamental numa economia de mercado (o sistema inversamente proporcional à economia planificada) mas sim às decisões estatais. A consequencia disso é que, caso falte um produto no mercado, seu produto não irá aumentar, e ao mesmo tempo, outro produto que tenha procura em demasia nao sofrerá aumento de preço algum.

Os planos econômicos governamentais são responsáveis ainda por decidir como, quando e onde serão vendidos os produtos e a mão de obra no país inteiro. Na economia planificada também não existe mercado de capitais (bolsa de valores, compra e venda de ações), símbolo dos países que adotam economia de mercado, ou seja, capitalistas, porque todas as empresas são estatais. Mesmo que fosse possível a introdução de mercado de capitais neste sistema, isso seria uma experiência confusa, pois toda troca realizada em bolsa de valores é bastante influenciada pela consolidação da marca e pelo status da empresa no mercado, ou fatores similares, que são, por sua natureza, de iniciativa particular. As experiências de economia planificada até hoje nunca assimilaram tais conceitos, ou seja, não existiam marcas de produtos, ou logotipos, ou algo parecido, sendo os produtos diferenciados apenas pela registro da fábrica estatal onde o produto foi manufaturado.

Outro aspecto de destaque deste sistema é que não existe mercado de trabalho (oferta e procura de empregos). O plano leva em conta o número de trabalhadores e o aumento de empregos. Quando o trabalhador fica sem emprego, este recebe o pleno emprego, que é um pagamento enquanto procura nova colocação.

A União Soviética e demais países comunistas foram responsáveis pelas experiências de economia planificada que presenciamos até agora na história. Hoje, praticamente nenhum país adota tal sistema em seus pressupostos vitais, mesmo os regimes que se autodenominam socialistas, como Coreia do Norte, Vietnã e Cuba. Tal forma de condução da economia falhou em grande parte pelo que se acredita ser a grande corrupção e burocracia que acaba por se instalar em tal sistema, entregue quase que totalmente a funcionários com empregos estáveis, que vêem pouca vantagem em mudar as variáveis do sistema, em busca de um maior ganho e incremento da produtividade. Isso se refletia claramente nas famosas imagens que chegavam dos países europeus de economia planificada, onde a população fazia enormes filas para comprar itens essenciais de consumo, como carne ou pães.

Bibliografia:
Economia de mercado e conomia planificada. Disponível em <http://www.urbanocultural.com.br/geografia/geografia-humana/327-economia-de-mercado-e-economia-planificada.html>. Acesso em: 12 dez. 2011.

Problemas da economia planificada na U.R.S.S. Disponível em <http://www.angelfire.com/pro/economiaplanificada/>. Acesso em: 12 dez. 2011.

Economia de Mercado X Economia Planificada. Disponível em <http://pt.shvoong.com/social-sciences/sociology/1917188-economia-mercado-economia-planificada/>. Acesso em:12 dez. 2011.