Alumínio

Por Júlio César Lima Lira
O alumínio (símbolo Al) é um metal representativo de número atômico igual a 13 e massa atômica ponderada 27 u. Por ser leve, relativamente resistente e bom condutor de calor e eletricidade, é muito utilizado na produção de eletroeletrônicos (computadores, aparelhos de áudio e vídeo), latas de bebidas (refrigerantes, cervejas), além de utensílios culinários (panelas, baldes de gelo e “papel alumínio”).

Nas condições ambiente, é sólido e brilhante. E, por possuir grande afinidade com oxigênio (já que é um metal não-nobre) não é encontrado puro na natureza (apesar de ser o metal mais abundante da crosta terrestre), mas na forma de óxidos e silicatos. Sua trivalência positiva faz com que seja altamente oxidável, logo, sua aparência visual é de cinza fosco; para que sua verdadeira aparência brilhante seja vista, é necessário um polimento ou atrito com outro metal mais duro.

É dúctil e, também, o segundo metal mais maleável – atrás apenas do Ouro. O estado de oxidação +3 é praticamente o único encontrado no alumínio e a existência de hidróxidos sólidos formam o principal componente do mineral bauxita.

Ocorrência

O alumínio impuro constitui cerca de 8% do solo da Terra, e se apresenta na forma da criolita (fluoretos de alumínio de sódio), bauxita (hidróxidos de alumínio com argila) ou ainda, granitos e outros sais silicatados e oxigenados.

Praticamente todo o alumínio produzido provém da própria bauxita, pois os outros minérios tornam o processo mais inviável, seja pela escassez ou pela dificuldade de romper as ligações químicas, exigindo altas temperaturas.

Mesmo sendo a bauxita o minério mais fácil para a obtenção desse metal, o processo de transformação exige muita energia, sendo a proporção 1 : 14 000, ou seja, para cada 1 tonelada de alumínio extraído, necessita-se de 14 000 KWH de energia elétrica. Daí, tira-se a necessidade urgente de reciclagem do alumínio já produzido, pois a demanda energética é 95% menor, além de que, para se decompor na natureza, são necessários em torno de 400 anos.

Reservas

Em 2001, o mundo possuía cerca de 31,3 bilhões de toneladas em reservas de bauxita (o Brasil foi responsável por mais de 8% disso), sendo que destes, 137 milhões de toneladas foram conseguidos no mesmo ano corrente. A quantidade de alumínio extraído, também em 2001, corresponde 17% do total da produção da bauxita.

Dentre os países produtores o Brasil encontra-se em 3º lugar, graças à região Norte – detentora de 94% de toda a produção.

Acredita-se que, a bauxita ainda estará disponível pelos próximos 200 anos, se mantido o ritmo atual de consumo.

Aplicações

As aplicações do alumínio são muito amplas, como: na fuzilaria de barcos, aviões e metrôs; em embalagens (revestimento interno de caixas de papel, papel alumínio, latas); construção civil (esquadrias para portas, janelas, pontes); ligas metálicas para absorção de grandes impactos; caldeiras industriais e recipientes criogênicos (à temperaturas de -200°C).

Descoberta

Físico e químico dinamarquês: Hans Christian Oersted – obtenção do Alúmen (alumínio impuro) em 1825;
Pedagogo e químico alemão: Friedrich Wöhler – obtenção do alumínio isolado em 1827.

Leia também:

Fontes:
THEODORE L. Brown, H. EUGENE LeMay, BRUCE E. Bursten. Química: A ciência central, São Paulo – SP: Editora Prentice-Hall, 2005. 9ª Edição. 992 págs.

http://www.dnpm-pe.gov.br/Detalhes/Aluminio.htm (acesso em 15/02/2010)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bauxita (acesso em 15/02/2010)
http://pt.wikipedia.org/wiki/Alumínio (acesso em 15/02/2010)
http://mundoestranho.abril.com.br/geografia/pergunta_292573.shtml (acesso em 15/02/2010)
http://nautilus.fis.uc.pt/st2.5/scenes-p/elem/e01300.html (acesso em 15/02/2010)
http://www.tabela.oxigenio.com/outros_metais/elemento_quimico_aluminio.htm (acesso em 15/02/2010)