Hélio

Por Luiz Ricardo dos Santos
O elemento hélio é um gás nobre, pertencente a família 0 ou 8A da tabela periódica, é inerte, ou seja, não sofre reação química, segue a regra do dueto (é estável com 2 elétrons em sua última camada de valência), possui 8 isótopos, porém desprezíveis praticamente, pois cerca de 99,999% do hélio é o isótopo estável 4He.

É  incolor e inodoro possui número atômico 2 e configuração eletrônica 1s2, massa atômica 4.002 u, seu símbolo químico é He, seu ponto de fusão é de -272,2°C e ponto de ebulição -268,9°C, mesmo perto do zero absoluto o gás não se solidifica, apenas forma  moléculas diatômicas instáveis.

Seu nome é grego e significa sol, onde foi observado pela primeira vez em 1868 pelo cientista Pierre Jansen, durante o eclipse solar, por meio da detecção de uma luz amarela no espectro solar, Norman Lockyer e Edward Frankland, confirmando a observação do cientista nomearam o elemento com este nome. Sendo isolado pela primeira vez em nosso planeta no ano de 1895 por Willian Ramsay, através do tratamento do mineral de urânio chamado clevita, com ácidos minerais, por que até então acreditava-se que o hélio estava presente somente no sol.

Não é tóxico, é utilizado numa mistura de ar para pressurização de foguetes, em cilindros de ar para mergulhadores, no enchimento de balões, em soldas elétricas e em criogenia para evitar o contato direto do oxigênio do ar com o metal frio. Em virtude de proporcionar atmosfera inerte, é utilizado na obtenção de cristais de germânio e silício, usado como gás de alta temperatura na obtenção de zircônio e titânio, na indução de supercondutividade em metais devido a sua baixa temperatura e em equipamentos de cromatografia em fase gasosa.

É obtido de poços de petróleo, através da destilação do gás líquido, a baixa temperatura em função de este conter uma quantidade de cerca de 7% do gás. A maioria do hélio existente na terra resulta do decaimento radioativo do urânio e outros metais radioativos. Sua abundância na terra é cerca de 8 partes por bilhão e 23% em massa no sistema solar. É importante salientar que, não é exatamente este gás que queima no sol, até mesmo por que ele não é quimicamente reativo, mas ele é originado de reações nucleares sofridas pelo hidrogênio, presente no astro.

Bibliografia:
http://www.daviddarling.info/encyclopedia/I/inorganic_chemistry_entries.html
http://www.chemicool.com/elements/helium.html
http://images-of-elements.com/helium.php
Russel, J. B. Química geral. São Paulo: Makron Books, 2004.
Mahan, B. M. Química: um curso universitário. 4a ed. São Paulo: Edgard Blücher, 2003.