Imunofluorescência

Imunofluorescência é definida como uma técnica que possibilita a visualização de antígenos nos tecidos ou em suspensões celulares, por meio da utilização de anticorpos específicos, marcados com fluorocromo, capazes de absorverem a luz ultra-violeta (UV), emitindo-a num determinado comprimento de onda, permitindo sua observação ao microscópio de fluorescência (com luz UV).

Dentre os fluorocromos mais comumente utilizados estão:

  • Fluresceína (FITC);
  • Rodamina (TRICT).

Após os fluoróforos serem excitados por um determinado comprimento de onda, emitem fótons de luz fluorescentes a um comprimento de onda superior.

Existem dois tipos distintos de imunofluorescência. São elas:

  • Imunofluorescência direta;
  • Imunofluorescência Indireta;

Imunofluorescência Direta

Utiliza-se esta técnica, também conhecida como técnica de camada simples, para detecção de antígenos em amostras clínicas utilizando-se anticorpos marcados com fluorocromos.

As etapas deste procedimento compreendem:

  • Fixação do esfregaço da lâmina;
  • Tratamento com anticorpo marcado;
  • Incubação;
  • Lavagem para remover excesso de anticorpos marcados não ligados;
  • Visualização no microscópio fluorescente.

As indicações desta técnica são: detecção de vírus, parasitas, antígenos de tumor de amostras ou monocamadas de células do paciente. É utilizado também na identificação da distribuição de um antígeno no interior de um tecido ou compartimento de uma célula.

Imunofluorescência Indireta

Utiliza-se este tipo de imunofluorescência, também conhecida como técnica de dupla camada, na detecção de anticorpos no soro do paciente por meio de antígenos fixados em uma lâmina, na qual se aplica primeiramente um anticorpo específico não fluorescente. Por fim, coloca-se um anticorpo fluorescente com especificidade marcada contra determinados antígenos do primeiro anticorpo usado para reagir com o antígeno.

Esta técnica tem como vantagem possibilitar uma fluorescência mais evidente, uma vez que os anticorpos fluorescentes associam-se somente aos anticorpos primários, além de permite trabalhar com diversos anticorpos primários específicos para distintos tipos de antígenos, sendo capaz de identificar qual a classe a qual o anticorpo pertence.

Habitualmente, a imunofluorescência indireta é utilizada na detecção de auto-anticorpos, e também, na detecção de anticorpos anti-nucleares encontrados no soro de pacientes com lúpus eritematoso sistêmico.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Imunofluoresc%C3%AAncia
http://www.portaleducacao.com.br/farmacia/artigos/6971/imunofluorescencia
http://www.microrao.com/micronotes/immunofluorescence.pdf

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