Toracocentese

Por Débora Carvalho Meldau
A toracocentese é um procedimento de acesso a cavidade pleural por punção a partir da parede torácica, possibilitando a realização da remoção de um acúmulo anormal de líquido ali presente (drenagem pleural), bem como biópsias pleurais.

A cavidade pleural é o espaço existente entre a pleura visceral (que recobre os pulmões) e a pleura parietal (aderida à parede torácica). Quando alguma condição anormal encontra-se presente, há uma exacerbação do pequeno volume de líquido encontrado normalmente entre as pleuras, responsável por facilitar o deslizamento destas, recebendo então o nome de derrame pleural, incapacitando a o colapso dos pulmões no momento da inspiração, devido à pressão negativa formada na cavidade pleural no momento da expiração.

O procedimento de toracocentese é feito após a realização de uma radiografia torácica, a qual evidencia o local exato de acúmulo de líquido. Preferencialmente, é realizado com o paciente sentado, levemente inclinado para frente, com a cabeça e braços apoiados em um travesseiro ou sobre um anteparo (por exemplo, uma cama), com a mão que se encontra do mesmo lado do derrame apoiada sobre o ombro contralateral. Depois de evidenciada a região correta do derrame pleural, insere-se a agulha de toracocentese entre duas costelas, administrando-se então o anestésico e, por conseguinte, insere-se a agulha até a cavidade pleural. Em seguida, introduz-se um cateter através da agulha que irá possibilitar a aspiração do líquido presente na cavidade. Quando for caso de biópsia pleural, utiliza-se uma agulha específica para colheita da uma amostra de tecido.

O procedimento de toracocentese demora cerca de 30 minutos, mas pode ser mais demorado. Chegado ao fim, coloca-se um penso sobre o local da intervenção; analgésicos podem ser administrados, caso seja necessário.

Não existem contra-indicações absolutas para a realização da toracocentese; contudo, alguns casos devem ser minuciosamente analisados, como no caso de presença de lesões de pele (queimaduras, herpes zoster ou piodermite), devendo-se então evitar o procedimento em questão, devido aos riscos de infecções e sangramento cutâneo envolvidos. Pacientes que estão sob ventilação mecânica podem desenvolver um pneumotórax. Todavia, a principal contra-indicação reside nas alterações de coagulação, devido aos riscos de sangramento.

Além do pneumotórax, já citado, entre os riscos e complicações envolvidos encontram-se: tosse, dor local, hemotórax, desconforto geral, sensação de desmaio e, mais raramente, infecções locais, edema pulmonar, lesões pulmonares, hemorragias e enfisema subcutâneo.

Fontes:
http://www.hospitaldaarrabida.pt/PopUp.aspx?showArtigoId=6008&PopUp=1
http://www.jornaldepneumologia.com.br/portugues/suplementos_detalhe.asp?id_cap=70
http://pt.wikipedia.org/wiki/Toracocentese
http://www.conhecersaude.com/exames-medicos/t/3273-Toracocentese.html

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