Diógenes de Sínope

Por Felipe Araújo

"Na casa de um rico não há lugar para se cuspir, a não ser em sua cara”.

Diógenes nasceu em Sínope no ano de 413 a.C. Ele acabou sendo exilado de sua cidade natal, pois seu pai adulterou uma moeda do Estado. Outros estudiosos dizem que foi o próprio Diógenes que adulterou a moeda, visto que seu pai tinha confiado a ele a cunhagem delas.  Assim, mudou-se para Atenas, onde começou a viver como os mendigos vivem hoje em dia. Lá, tentou ser discípulo de Antístenes, que não queria acolhe-lo. Devido a sua perseverança, Diógenes conseguiu o aval de Antístenes, fato que rendeu o seguinte episódio: Após Antístenes estender um bastão sobre a cabeça de Diógenes, este disse “Pode golpear, pois não encontrarás um bastão tão duro que possa me fazer desistir de obter que me digas algo, como a mim parece que devas”.

A vida de Diógenes causava curiosidade entre os atenienses. Além de viver em um tonel, vestia apenas uma túnica, lambia água das poças e sempre respondia “procuro o homem”, a todos que lhe perguntavam o porquê de perambular pelas ruas de Atenas em plena luz do Sol com uma lanterna nas mãos. Na verdade, este estilo de vida era uma resposta contra as comodidades e atividades intelectuais.  Diógenes era contra qualquer forma de erudição e expressava-se por atitudes e escolhas concretas. Uma história famosa sobre sua vida ilustra sua maneira satírica de responder às perguntas sobre sua personalidade: certo dia, enquanto tomava um banho de sol, Alexandre disse-lhe de forma inesperada, “pede-se me o que quiseres”. Então Diógenes respondeu “devolva meu sol”.

Mas outras histórias são conhecidas e estão no livro de Diógenes Laércio, “Vidas e Opiniões de Filósofos Eminentes”. Segundo a obra, um dia Diógenes viu um rato correndo pela rua de um lado para o outro, sem direção. Isso foi entendido pelo filósofo como um remédio para suas dificuldade, pois o rato não procurava abrigo, não temia as trevas e nem procurava nenhuma comodidade. Em outro episodia, Diógenes viu uma mulher suplicando aos deuses, ele parou do lado dela e disse: “Não achas, ó mulher, que o deus pode estar atrás de ti, pois tudo está pleno de sua presença, e que devas envergonhar-te de rogar por ele de modo indecente?”.

O filósofo Diógenes faleceu em 323 a.C. Em sua homenagem, foi construída uma coluna com um cão no topo, simbolizando seu modo de viver e até mesmo seu apelido, “Diógenes, O Cão”. Em seu túmulo foi escrita a seguinte frase: “O próprio bronze envelhece com o tempo, mas tua gloria, Diógenes, nem toda a eternidade destruirá; pois apenas tu ensinaste aos mortais a lição da auto-suficiência na vida e a maneira más fácil de viver”.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Diógenes_de_Sínope
http://rgirola.sites.uol.com.br/Diogenes.htm
http://jorgelrg.sites.uol.com.br/ENTREVISTA_DIOGENES.htm
Nicola, Ubaldo. Antologia Ilustrada de Filosofia: Das origens à idade moderna. São Paulo: Editora Globo, 2005.