Genótipo

Por Fabiana Santos Gonçalves
O genótipo é o conjunto de genes de um organismo. O gene é um pedaço ou segmento no DNA, formado por proteínas e bases nitrogenadas. O conjunto de bases nitrogenadas forma os aminoácidos, que codificam a produção de proteínas. As proteínas comandam as atividades dos genes. Cada gene determina uma ou mais características em um organismo, como cor de pele, cor do cabelo ou pêlos, cor dos olhos, estatura, peso, forma do corpo, funcionamento dos órgãos, etc. Tudo é comandado pelos genes. Um defeito na seqüência de aminoácidos, deleção, adição ou substituição de uma base nitrogenada por mutação provoca danos muito grandes em um organismo, alterando seu genótipo e seu fenótipo, podendo levar à problemas sérios de saúde.

Quando falamos de genótipo, estamos falando do código de barras, da constituição gênica de uma pessoa. O genótipo dificilmente é alterado, apenas em casos de mutação, mas é muito pouco freqüente em uma população. O genótipo de um indivíduo é formado pelo conjunto de genes maternos e paternos.

O genótipo é representado através de letras (AA, BB, Cc ...) As letras escolhidas normalmente são iniciais do nome das características recessivas. Por exemplo: O albinismo é uma mutação de um gene normal dominante (gene tornou-se recessivo) e não mais codifica a produção da proteína melanina. O albinismo é, portanto, recessivo e expressado pelo genótipo (aa), enquanto a pessoa normal é representada por AA ou Aa.

As letras maiúsculas representam genes dominantes (AA ou Aa). Não que eles dominem uns aos outros, pois essa é uma definição errada. O gene recessivo produz uma proteína defeituosa, ou nem a produz, como é o caso da melanina, que não é produzida em indivíduos recessivos. O gene dominante, mesmo que em dose simples no heterozigoto, codifica uma proteína, que é funcional e capaz de determinar uma característica.

Muitos genes atuam em conjunto em um genótipo, interagindo. Algumas características podem ser determinadas por um conjunto de genes, às vezes 10 ou mais pares de genes.

Os genes estão sempre aos pares nas células somáticas (não-sexuais), pois um é proveniente do pai, outro da mãe.

Os genes começaram a ser estudados por Mendel, com suas ervilhas, e mais tarde, com o advento da Biologia Molecular puderam ser estudados mais profundamente. Mendel não tinha idéia da dimensão de seu trabalho, pois na época ele não dispunha da tecnologia que temos hoje. Logo não conhecia o trabalho dos genes e os chamou de fatores, mas sabia que eles se separavam na formação dos gametas de forma independente.