Imigração Japonesa no Brasil

Por Thais Pacievitch
A imigração japonesa no Brasil começou no início do século XX, em função de um acordo entre os governos japonês e brasileiro. O Japão tinha um problema de superpopulação e o Brasil necessitava de mão-de-obra para os cafezais. A colônia japonesa do Brasil é a maior do mundo. Hoje, composta por 1,5 milhões de nikkeis (japoneses e seus descendentes).

O Kasatu Maru foi o primeiro navio a chegar ao Brasil (Santos) com imigrantes japoneses, chegou no dia 18 de Junho de 1908, vindo de Kobe e trouxe a bordo 65 famílias que vieram trabalhar nos cafezais do oeste paulista. Nos primeiros sete anos, chegaram mais 3434 famílias (14.983 pessoas). Durante o início da I Guerra Mundial, a imigração se intensificou, entre 1917 e 1940, chegaram 164 mil japoneses ao Brasil. 75% deles se estabeleciam em São Paulo, onde já havia colônias e bairros japoneses.

Aproximadamente 85% dos japoneses que vieram ao Brasil tinham a intenção de enriquecer e voltar ao Japão, porém enriquecer rápido em terras brasileiras era um sonho quase impossível de alcançar. A maioria dos japoneses trabalhou em plantações de café no interior de São Paulo e posteriormente no norte do Paraná. Outros foram trabalhar na exploração da borracha na Amazônia ou nas plantações de pimenta no Pará. A maior parte deles era constituída de campesinos pobres vindos das províncias do sul e do norte do Japão.

Com o fim da guerra, o fluxo de imigrantes japoneses cresceu consideravelmente. O governo nipônico começou a incentivar a ida para o Brasil por diversos motivos: o campo e as cidades japonesas estavam superlotados de gente, causando pobreza e desemprego, além disso, o governo japonês queria espalhar a etnia japonesa pelo mundo.

Na década de 30, o Brasil já abrigava a maior população japonesa fora do arquipélago. Com o começo da II Guerra Mundial, a imigração japonesa cessou totalmente e só voltou a crescer quando do fim da mesma. Contudo, o Brasil tinha declarado guerra ao Japão e a imigração foi proibida. Os imigrantes já estabelecidos começaram a ser perseguidos pelo governo brasileiro e o presidente Getúlio Vargas proibiu o uso da língua japonesa em território nacional e qualquer manifestação cultural nipônica era considerada crime.

Dentre as diversas marcas que a cultura deixou no Brasil podemos citar uma culinária muito rica e saudável, a tecnologia agrícola e os esportes como o karatê, judô, kendo e os mangás.