Glândula Paratireóide

Por Débora Carvalho Meldau
As glândulas paratireóides, também conhecidas como glândulas paratiróides, são quatro pequenas glândulas endócrinas, que medem cerca de 3 x 6 mm, com peso total de, aproximadamente, 0,4 gramas. Possuem uma coloração amarelada e localizam-se mais comumente na face posterior da tireóide, nos pólos superiores e inferiores da glândula, geralmente na cápsula que reveste os lobos da tireóide, embora algumas vezes se situem no interior da glândula. Há a possibilidade também de serem encontradas no mediastino, próximo ao timo. Esta última localização se deve ao fato de as paratireóides e o timo se originarem de esboços embrionários muito próximos.

Cada paratireóide é envolvida por uma cápsula de tecido conjuntivo. Dessa cápsula partem trabéculas para o interior da glândula que são contínuas com as fibras reticulares que sustentam os grupos de células secretoras.

O parênquima da paratireóide é formado por células epiteliais dispostas em cordões separados por capilares sangüíneos. Há  dois tipos de células na paratireóide: as principais e as oxífilas.  As células principais são as predominantes e são menores, de forma poligonal, têm núcleo vesiculoso e citoplasma fracamente acidófilo; estas células são secretoras do hormônio das paratireóides, o paratormônio.

Na espécie humana, as células oxífilas aparecem por volta dos sete anos de idade e a partir daí aumentam progressivamente de número. São poligonais, porém maiores do que as principais, e seu citoplasma contêm muitos grânulos acidófilos que ao microscópio eletrônico se revelam serem mitocôndrias com numerosas cristas. A função dessas células ainda não foi elucidada.

O paratormônio é uma proteína com massa molecular de 8.500 Da. Ele se liga a receptores em osteoblastos, sendo este um sinal para estas células produzirem um fator estimulante de osteoclastos que aumenta o número e atividade dessas células, promovendo assim a reabsorção da matriz óssea calcificada e a liberação de Ca2+ no sangue. Por outro lado, o aumento da concentração de Ca2+ suprime a produção de hormônio da paratireóide. A calcitonina produzida na glândula tireóide também influencia os osteoclastos, inibindo tanto sua ação de reabsorção de osso como a liberação de Ca2+, diminuindo a concentração deste íon no plasma e estimulando a osteogênese, tendo, portanto, ação oposta a do paratormônio.

Além de aumentar a concentração de Ca2+ plasmático, o hormônio da paratireóide reduz a concentração de fosfato sangüíneo. Este efeito resulta da atividade do paratormônio em células dos túbulos renais, diminuindo a reabsorção de fosfato e aumentando sua excreção na urina. O paratormônio aumenta indiretamente a absorção de Ca2+ no trato digestivo, estimulando a síntese de vitamina D, que é necessária para esta absorção. A secreção das células paratireóides é regulada pelos níveis sangüíneos de Ca2+.

Fontes:
http://cirurgiaendocrina.com.br/paranatomia.html
Histologia Básica – Luiz C. Junqueira e José Carneiro. Editora Guanabara Koogan S.A. (10° Ed), 2004.