Guerra contra Aguirre

Por Miriam Ilza Santana
Antes de falar sobre a Guerra contra Aguirre é importante salientar que no Uruguai, à época da eclosão da guerra contra Aguirre havia um revezamento de poder político entre o Partido Blanco (representado pelos fazendeiros que residiam na fronteira entre o Rio Grande do Sul e Uruguai) e o Partido Colorado (que tinha como representantes os comerciantes estabelecidos nos centros citadinos urbanos de Montevidéu).

A relação política do Uruguai com a Argentina proporcionou a união de Oribes, eleito pelo Partido Blanco no Uruguai, com Manuel Rosas, governante Argentino. Ambos pretendiam resgatar o Vice-reinado do Prata, e assim tornariam-se unos Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia.
Para o império brasileiro essa aliança significava uma grave ameaça à supremacia brasileira na América do Sul.

A Guerra de Aguirre foi uma agitação que aconteceu no ano de 1864, envolvendo o Brasil e o Uruguai, no momento em que o Brasil cortara relações com o Uruguai; tudo teve início quando Aguirre – administrador do Uruguai e chefe do Partido Blanco, comandou diversas incursões contra o território gaúcho, que se encontrava repleto de fazendeiros pecuaristas.

Em 1864 o governo brasileiro, para defender o território gaúcho, interveio na política uruguaia contra Aguirre, tomando a região deste e apoderando-se de alguns territórios como, por exemplo, Unión e Paysandú, dirigindo-se em seguida para Montevidéu, capital do Uruguai.

Aguirre, não aceitando tal fato, fez arder em chamas os acordos entre os dois países e ocupou o território brasileiro, ovacionando a bandeira brasileira com 21 tiros, em plena Montevidéu.

A invasão, porém, durou pouco, pois no ano de 1865 o seu mandato chegou ao fim e seu sucessor, Venâncio Flores, do Partido Colorado, declarou encerrada a guerra.

A 20 de fevereiro do mesmo ano assina-se a Convenção de Paz e as terras uruguaias, que se encontravam sob o domínio do Brasil, foram então devolvidas ao Uruguai.

O Uruguai foi chefiado por Venâncio Flores até o ano de 1868, quando este abriu mão de seu mandato, quatro dias antes de ser morto durante um motim do Partido Blanco.

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