Guerra do Paraguai

Por Cristiana Gomes
A Guerra do Paraguai foi o mais longo e sangrento conflito ocorrido na América do Sul.

Durante 5 anos, o Brasil, a Argentina e o Paraguai, apoiados financeiramente pela Inglaterra, travaram esta batalha que traria sérias conseqüências.

O Paraguai - juntamente com a Argentina e o Uruguai - estavam sob o domínio espanhol e faziam parte do vice-reino do Prata. Não tinha acesso direto ao mar, o rio da Prata era seu principal meio de contato com o mundo exterior e dependia de Buenos Aires, que controlava o estuário.

Para não ser dependente do exterior, o Paraguai desenvolveu uma política interna iniciada pelo ditador Francia e aprimorada pelos seus sucessores - Carlos Antônio López e seu filho Francisco Solano López.

Francia transformou latifúndios em fazendas do Estado, diversificou a economia, monopolizou o comércio exterior e confiscou as propriedades dos grandes empresários rurais. Seus sucessores mantiveram e ampliaram essa política que trouxe como conseqüência uma economia sólida e uma força militar considerável.

O Paraguai era um dos países mais desenvolvidos da América do Sul, se equiparava aos Estados Unidos do mundo atual. Todo esse avanço amedrontava os ingleses que estavam à procura de novos mercados consumidores.

Brasil e Argentina estavam integrados à nova ordem mundial dominada pela Inglaterra; mas o Paraguai não estava.

Em 1º de maio de 1865, Brasil, Argentina e Uruguai formaram a Tríplice Aliança apoiados pelos ingleses.

Por causa das péssimas condições do exército brasileiro (mal-organizado e pequeno) o Brasil recorreu à Guarda Nacional e aos Voluntários da Pátria para enfrentar o Paraguai.

Nas batalhas que se seguiram os aliados saíram vencedores.

Em 1866, um desentendimento entre Uruguai e Argentina fez com que esses dois países se retirassem da Guerra e deixassem o Brasil lutando sozinho no conflito.

No final desse mesmo ano, as tropas brasileiras foram entregues a Duque de Caxias que reorganizou o exército facilitando mais vitórias, dentre elas a queda da resistência paraguaia em Humaitá (seu principal ponto de defesa) e várias outras vitórias.

Em 1869, Caxias chegou a Assunção; porém, Solano López resistiu e em 1º de março de 1870 foi derrotado e morto.

Mesmo com o fim da guerra, a paz só foi estabelecida em 1876 na Conferência de Buenos Aires.

Ao final do conflito, o Paraguai estava destruído. As terras pertencentes aos pequenos produtores foram vendidas a estrangeiros, que passavam a cobrar para que os antigos donos pudessem trabalhar nelas.

A guerra também trouxe conseqüências para o Brasil: a popularidade de D. Pedro II caiu e a oposição aumentou com os movimentos abolicionistas e republicanos ganhando as ruas.

Estava preparado o terreno para o fim da monarquia.

Durante a Guerra do Paraguai, o Brasil viveu uma política de Conciliação (entre 1853 e 1868), que consistiu numa alternância entre liberais e conservadores no poder. Porém vários fatores, dentre eles, a própria Guerra contribuíram para o término dessa política.