Holocausto

Por Emerson Santiago
A palavra holocausto tem como significado original imolação, sacrifício em uma situação não necessariamente de guerra, mas de perigo ou falta de alternativas (originário do grego hólos = tudo e kaustós = queimado). Desde a Segunda Guerra Mundial, porém, a palavra assumiu significado referente a um acontecimento específico, o de perseguição e extermínio sistemático de judeus, além de outras minorias como ciganos, Testemunhas de Jeová, homossexuais, deficientes físicos e mentais, opositores políticos e religiosos do regime nazista alemão, prisioneiros soviéticos de guerra, civis soviéticos e poloneses, além de outros grupos marginalizados pela Alemanha Nazista durante o conflito.

Essa perseguição e extermínio sistemáticos eram parte de um programa megalomaníaco dos dirigentes nazistas, que pretendiam com os assassinatos em massa criar espaços disponíveis para a população considerada "puramente alemã", ou seja, de origem ariana, sem qualquer miscigenação com outro grupo diferente. Assim, foram estabelecidos os campos de concentração, onde todos os perseguidos pelos nazistas eram reunidos, forçados a trabalhos escravos, e em determinado momento executados. Famílias, comunidades, cidades inteiras foram dizimadas nestes campos por meio de câmaras de gás (método similar ao utilizado popularmente para se executar prisioneiros hoje em dia nos Estados Unidos, em concorrência com o método da injeção letal). Em muitos casos, antes de serem levados para as câmaras de gás, os prisioneiros eram submetidos a todo tipo de trabalhos forçados, sendo que muitos eram submetidos a experiências nas mãos de cientistas crentes do ideal nazista, que realizavam sem pudor todo tipo de experiência com seres humanos, muitas até mesmo na época condenáveis dos pontos de vista ético e científico.

Durante toda a guerra, os campos foram um "segredo" das autoridades alemãs, que não aceitavam as alegações da existência de tais complexos. Durante o conflito, decidiu-se pela eliminação completa dessas minorias do continente europeu, tarefa dada ao dirigente nazista Heinrich Himmler. Esta política de completa aniquilação recebeu o nome de Solução Final, que chegou a ser posta em prática, acelerando os níveis de execução nos campos de concentração. Com a derrota dos nazistas, os campos foram abandonados, em muitos casos com muito de seus cativos ainda concentrados, em condições de saúde precárias. Cerca de 10 milhões de pessoas, estimadamente, foram vítimas do que popularmente se passou a denominar Holocausto.

Pouco antes do final da Guerra os guardas das SS transferiram os prisioneiros dos campos em trens, ou em marchas forçadas conhecidas como "marchas da morte", na tentativa de evitar que os Aliados os libertassem. Conforme as forças Aliadas avançavam, elas começaram a encontrar e a libertar prisioneiros dos campos de concentração e aqueles que estavam sendo levados de um campo para outro. Estas marchas continuaram até o dia 7 de maio de 1945, dia da rendição alemã aos Aliados.

Após o Holocausto muitos sobreviventes encontraram abrigo nos campos para deslocados de guerra administrados pelos Aliados. Entre 1948 e 1951, cerca de 700.000 sobreviventes emigraram da Europa para Israel. Muitos outros judeus deslocados de guerra emigraram para os Estados Unidos e para outras nações, inclusive o Brasil. O último campo para deslocados de guerra seria fechado em 1957.

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Bibliografia:
O Holocausto. Disponível em <http://www.ushmm.org/wlc/ptbr/article.php?ModuleId=10005143>. Acesso em: 02 nov. 2011.