Museu da República

Por Antonio Gasparetto Junior
O Museu da República ocupa o prédio do antigo Palácio do Catete, no Rio de Janeiro.

fEntre os anos de 1858 e 1867, o fazendeiro e comerciante de café Antônio Clemente Pinto construiu para si uma belíssima residência chamada de Palácio Nova Friburgo, já que era detentor do título Barão de Nova Friburgo. O prédio era dotado de muita beleza arquitetônica e artística, o que o consagrou como de grande importância histórica e logo se tornou o símbolo do poder econômico da elite escravocrata no Rio de Janeiro.

O Palácio Nova Friburgo ou Palácio do Catete foi elaborado pelo arquiteto Gustav Waehneldt e decorado pelos pintores Emil Bauch, Gastão Tassini e Mario Bragaldi. Com o fim da escravidão no país e a proclamação da República, em 1889, o prédio foi vendido à Companhia do Grande Hotel Internacional. Na ocasião, o proprietário original, Barão de Nova Friburgo, e sua esposa já haviam falecido há vinte anos. Antes mesmo de se desenvolver algum negócio hoteleiro no local, Francisco de Paula Mayrink, que era o maior acionista da Companhia citada, adquiriu o patrimônio. Mas o novo proprietário também usufruiu por pouco tempo do palácio. Em 1896, o prédio foi adquirido pelo Governo Federal, durante o mandato do presidente Prudente de Moraes, com o objetivo de sediar a Presidência da República.

O Palácio do Catete sofreu amplas reformas coordenadas pelo engenheiro Aarão Reis e agraciadas pelos pintores Antônio Parreiras e Décio Villares. Como sede da Presidência da República, o prédio vivenciou os momentos mais marcantes da nascente República brasileira. O último evento marcante protagonizado pelo Governo Federal no palácio foi o suicídio do então presidente Getúlio Vargas, em 1954, que tirou sua própria vida com um tiro no peito em decorrência de uma grave pressão que sofria em meio a uma crise política.

O Museu da República só passou a ocupar o Palácio do Catete no governo do presidente Juscelino Kubitscheck, em 1960. Até esta data, foram 64 anos como sede do poder republicano, sendo que 18 presidentes desenvolveram seus cargos no local. O fim das atividades no Palácio do Catete aconteceu em função da construção da nova capital federal, Brasília, que foi inaugurada no dia 21 de abril de 1960. Já no dia 15 de novembro do mesmo ano era inaugurado o Museu da República.

O Museu da República oferece um grande panorama do regime político anunciado em seu nome. Seu acervo é formado por fotos, documentos, objetos, mobiliário e obras de arte dos séculos XIX e XX. Como a República é a forma de governo vigente no Brasil, foi inaugurado em 2007 o Espaço de Atualização. Neste estão disponíveis informações diárias, através de jornais e noticiários de TV, para demonstrar que a história está em constante construção.

O Museu da República conta também com um Centro de Referência da República que é uma biblioteca munida de mais de 10 mil títulos, incluindo obras raras, vídeos e periódicos. Além de obras de arte de importantes pintores brasileiros, há também documentos históricos disponíveis para pesquisa sobre o Brasil republicano.

Além do prédio, Palácio do Catete, há um grande jardim, em terreno que foi adquirido ainda pelo Barão de Nova Friburgo, aberto diariamente ao público.

Fonte:
http://www.museudarepublica.org.br
Foto: http://www.turismo.gov.br/turismo/noticias/todas_noticias/200908271.html