Agências de Notícias

Por Gabriella Porto
Agências de notícias são companhias de cunho jornalístico, que se especializaram em distribuir dados e notícias, diretamente das fontes do acontecimento para veículos de comunicação, como jornais, revistas, rádios, Internet e emissoras de televisão. Esse tipo de empresa surgiu em meados do século XIX, com a fundação da Agência Havas (hoje chamada de Agência France-Presse), fundada pelo escritor e tradutor Charles-Louis Havas, em 1835. A agência era sediada em Paris, e enviava as informações mais importantes, e notícias estrangeiras por meio de telegramas para os jornais impressos, que lhes pagavam em dinheiro por esse serviço.

Dois dos funcionários da Havas, Paul Reuter e Bernhard Wolff, posteriormente fundaram em Londres e Berlim, respectivamente, duas agências que rivalizariam com a Havas, a Reuters, em 1851 e a Wolffs Telegraphisches Bureau, em 1849. Posteriormente, a Havas mudou de nome para France-Presse, a Wolff para Deutsche Presse-Agentur, enquanto a Reuters permaneceu com o seu mesmo nome. Em 1853, em Turim, Guglielmo Stefani fundou a Agenzia Stefani, que, nas mãos do fascista Manlio Morgagni, se tornou a agência mais influente do Reino da Itália, e elevou a agência ao conhecimento internacional.

A Guerra Civil Americana deu força para que os maiores jornais de Nova Iorque se juntarem para formarem a Associated Press em 1845, e enviarem jornalistas e correspondentes de guerra para os campos de batalha. A Associated Press logo se firmou no mercado, sendo a única agência no país por mais de 50 anos, até que a agência United Press fosse fundada em 1907, e a International News Service em 1909. Em 1958, as duas agências se fundiram e formaram a United Press International (UPI). No Brasil, a primeira agência de notícias foi fundada em 1931, por Assis Chateaubriand, a Meridional de Notícias, atual D.A. Press. Logo também surgiram as Agência Brasil e Agência Estado.

A aparição das agências de notícias está associada à uma série de razões tecnológicas e históricas que determinaram a viabilidade dessas empresas jornalísticas, como, por exemplo, a expansão e consolidação do sistema capitalista, e o auge dos estados-nação europeus. Além do crescimento de importância dos periódicos de notícias, graças ao emprego das novas tecnologias da comunicação.

A sociedade do século XIX era formada por muitos indivíduos interessados em conhecer novas cosias, e exigiam cada dia mais fontes de informação, e mais exatidão menor tempo para a publicação das notícias. As empresas jornalísticas logo tomaram parte das novas tecnologias, e se tornaram capazes de produzir mais notícias, com maior rapidez, além de serem capazes de obter informações de lugares cada vez mais distantes. Por ainda não existir a mídia eletrônica, os meios de comunicação não eram capazes, sozinhos, de cobrir tantos fatos em tantos lugares, além de não haver empresas capazes de arcar com os recursos humanos e técnicos necessários para estarem presentes em todos os focos mundiais de notícias. Portanto, foi necessária a criação de conglomerados que fossem capazes de reunir as notícias disponíveis, com cada membro responsável por cobrir suas áreas mais próximas.

Com o crescimento do capitalismo, e as tecnologias que possibilitavam a produção em massa, a estrutura empresarial se direcionou a obter o máximo lucro possível, investindo cada vez mais na solidificação dos seus meios de comunicação. Esses investimentos impulsionaram fortemente o desenvolvimento das tecnologias de comunicação, possibilitando a criação do telefone, do rádio, da televisão, etc, que contribuíram para que o volume de informações chegassem a níveis nunca imaginados antes.

As agências de notícias por meio de escritórios locais, nas mais diferentes cidades e países, que repassam suas contribuições para as sedes, que, por sua vez, distribuem o material recolhido para clientes, por meio da cobrança de taxas ou outras formas de pagamentos, como assinaturas mensais pelos serviços prestados. Esses serviços podem ser de informações nacionais, internacionais, ou serviços fotográficos. Essas empresas são uma espécie de fábrica que produzem notícias em massa, e algumas delas ainda são capazes de alimentar os serviços oficiais de notícias ligados ao governo de seus países.

Fontes:
http://en.wikipedia.org/wiki/News_agency
http://www.guiademidia.com.br/agenciasdenoticias.htm