A Odisséia

Por Ana Lucia Santana
A Odisséia é uma das obras mais clássicas e antigas da literatura ocidental. Este épico, provavelmente produzido por Homero, talvez um aedo, artista que na época cantava poemas nos quais se narravam atos heróicos e grandiosos, acompanhado por um instrumento musical, foi possivelmente criado no final do século VIII a.C., em algum recanto da Jônia, onde atualmente está localizada a Turquia, naquela época povoada pelos gregos.

Sua estrutura encontra-se repartida em 24 cantos, contendo um total de doze mil versos hexâmetros. Este clássico está inscrito no cânone ocidental – a síntese literária ocidental das melhores obras de todos os tempos, e continua atual em nossos dias. Ela foi criada e legada oralmente de geração em geração, vertida posteriormente para a modalidade escrita. Este poema continua sendo estudado e pesquisado, traduzido para os mais variados idiomas.

Seu enredo não cronológico e a forma decisiva como tanto mulheres quanto escravos marcam o rumo dos acontecimentos, na mesma medida que as atitudes dos heróis, transformam este épico em um texto incomum. A expressão ‘odisséia’ passou a conceituar, em quase todas as línguas do Ocidente, uma espécie de viagem heróica, geralmente pelas veredas interiores, constituindo uma verdadeira trajetória de autoconhecimento.

Ao mesmo tempo em que A Ilíada retrata as guerras e atos heróicos, A Odisséia, sequência desta, descreve jornadas e experiências extraordinárias. Seu protagonista é Odisseu ou Ulisses, que após o final da Guerra de Tróia tenta voltar para sua casa, em Ítaca, mas não consegue, pois é submetido a duras provas em sua viagem de retorno, a qual tem a duração de dez anos.

Diversos participantes da Guerra, desencadeada pelo sequestro de Helena, esposa de Menelau, já haviam retornado para seus lares, na Grécia, mas Odisseu é retido por uma tormenta no mar, que o desvia irremediavelmente de seu rumo. Enquanto isso, sua esposa Penélope é cortejada por vários pretendentes. Era tradição na época que a viúva deveria escolher outro marido; como se acreditava que Odisseu estava morto, a disputa teve início.

Penélope, astuta, engana seus candidatos, propondo-lhes que escolherá um deles assim que terminar de tecer uma mortalha, a qual ela borda durante o dia, desfazendo o bordado à noite. Com o passar do tempo, eles vão arruinando os bens de Odisseu. Atena, a deusa da sabedoria, oculta no corpo de um forasteiro, incentiva o filho do casal, Telêmaco, a procurar seu pai. Depois de vencer várias dificuldades, ele parte nesta busca pessoal, enquanto Odisseu vive as mais fantásticas aventuras, passando inclusive pelo país dos mortos.

Depois de muitas jornadas, Odisseu retorna para Ítaca, com a ajuda de alguns deuses, não se revelando prontamente. Para derrotar seus adversários, ele se disfarça de mendigo, seguindo os conselhos de Atena. Portando seu antigo arco, elimina seus inimigos, com o auxílio do filho, e é finalmente reconhecido pela esposa e pelo pai.

Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Odisséia
http://www.geocities.com/Athens/4539/odisseia.html