Sextante

Por Antonio Gasparetto Junior
O Sextante é um instrumento utilizado para calcular o posicionamento global na navegação estimada, mas serve também para o cálculo de distância com base no tamanho aparente de objetos.

Antes do Sextante, os marinheiros utilizavam o octante. Foi apenas em 1757 que um oficial da marinha inglesa, Campbell, fez alterações no antigo instrumento alargando o arco do limbo para 60º. Com tal iniciativa surgiu o Sextante. Ainda assim, o renovado instrumento demorou para chegar as condições atuais, ao longo dos séculos passou ainda por várias modificações que serviram para seu aperfeiçoamento.

O Sextante é tradicionalmente formado por um suporte metálico, mas atualmente já existem versões que utilizam mesmo o plástico. Há uma alidade que se move em torno de seu centro e cujo seu extremo se desloca sobre um limbo graduado em graus com um dispositivo que serve para fixação. Outro dispositivo é localizado no extremo da alidade para permitir leituras até o segundo com maior precisão. Um espelho grande move-se com a alidade e há um espelho pequeno no setor. Uma luneta localiza-se no extremo oposto do setor e vidros coloridos para servir de filtros aos raios solares encontram-se nos espelhos.

O funcionamento do Sextante é mais fácil do que sua descrição técnica de montagem. O instrumento é utilizado para medir o ângulo entre dois objetos, ele é utilizado observando-se o horizonte através da luneta e movendo a alidade até coincidir a imagem do astro com o horizonte. Um mecanismo de dupla reflexão permite chegar até o valor calculado da angulação que será indicado na alidade através do limbo do Sextante.

O Sextante é um instrumento de grande importância para a história da navegação, por isso mesmo é reconhecido como símbolo da navegação marítima por mais de dois séculos. Permite medições angulares com grande exatidão.

Há um problema na leitura angular que pode acontecer quando ocorre uma falta de paralelismo dos espelhos. Em caso de irregularidade, é preciso adequar o instrumento para que possa se obter o resultado melhor possível da angulação desejada.

Fontes:
http://www.escolanautica.com.br/coluna/ensinando_parte_14.htm