Anestesia Geral

Por Débora Carvalho Meldau
A anestesia geral é definida uma técnica utilizada para promover inconsciência completa, abolição da dor (analgesia/anestesia) e relaxamento do paciente, permitindo a realização de intervenção cirúrgica. Pode ser alcançada por meio de agentes inalatórios e/ou endovenosos.

Este tipo de anestesia possui quatro etapas:

  • Pré-medicação: esta fase é realizada para que o paciente entre na sala de cirurgia calmo e relaxado. Habitualmente administra-se um ansiolítico de curta duração, proporcionando ao paciente um grau leve de sedação.
  • Indução: este fase geralmente é alcançada com medicamentos administrados via endovenosa, sendo que atualmente o mais utilizado é o propofol. Este período compreende a transição do paciente acordado para o estado de inconsciência, denominado coma induzido. Embora o paciente esteja inconsciente, ainda pode sentir dor, sendo preciso aprofundar mais a anestesia para que a cirurgia possa ser realizada. Para isso, o anestesista normalmente associa um analgésico opióide. Na transição entre a fase de manutenção e indução, o paciente necessita ser intubado para realização da ventilação mecânica para uma respiração adequada, uma vez que nesse período ocorre o relaxamento da musculatura respiratória.
  • Manutenção: como os fármacos utilizados na fase de indução apresentam curta duração, é imprescindível que seja feita uma manutenção, administrando-se mais anestésico durante o procedimento cirúrgico. Neste período, a anestesia pode ser feita por via inalatória ou via endovenosa. Geralmente, dá-se preferência pela primeira. Ao passo que a cirurgia progride, o anestesia procura deixar o paciente anestesiado o mínimo possível, pois uma anestesia muito profunda pode levar a hipotensões e desaceleração dos batimentos cardíacos, resultando em uma perfusão sanguínea extremamente reduzida para os tecidos corporais.
  • Recuperação: quando a cirurgia entra na sua fase final, o anestesista reduz a administração de anestésicos, objetivando findar a anestesia junto com o término do procedimento cirúrgico. Quando há relaxamento muscular em excesso, fármacos que atuam como antídotos são administrados. Nessa fase, são administrados novamente fármacos opióides para o paciente não acordar com dores no local da cirurgia. Ao passo que os anestésicos são eliminados da corrente sanguínea, o paciente começa a recobrar a consciência, voltando a respirar por conta própria. No momento em que o paciente recupera o controle total dos reflexos das vias respiratórias, o tubo orotraqueal pode ser removido.

Diferentemente do que a maioria da população pensa, os riscos da anestesia geral são raros, especialmente em indivíduos saudáveis. Quando há problemas, estes normalmente são oriundos de doenças graves que o paciente possuía anteriormente, como problemas cardíacos, renais, hepáticos ou pulmonares em estágio avançado, ou então, por complicações derivados do próprio procedimento cirúrgico, como hemorragias, falência dos órgãos vitais ou lesões dos mesmos.

Existem alguns fatores que aumentam o risco de possíveis complicações em anestesia geral. É de extrema importância que o anestesista esteja a par de certas informações, tais como:

  • Histórico prévio de reação anafilática;
  • Alergias alimentares e/ou medicamentosa;
  • Consumo freqüente de bebidas alcoólicas, drogas (especialmente cocaína) e medicamentos;
  • Histórico de tabagismo;
  • Apnéia do sono;
  • Obesidade.

Fontes:
http://www.anestesiologia.com.br/leigos.php
http://www.mdsaude.com/2010/10/anestesia-geral.html
http://pt.scribd.com/doc/7155470/Anestesia-Geral

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