Enxerto de Pele

Por Débora Carvalho Meldau
O enxerto de pele, mais corretamente denominado transplante de pele, é  um tipo de enxerto médico no qual se realiza um transplante de pele. Este procedimento é indicado para fechamento de defeitos impossibilitados de fecharem primariamente, sendo que a pele enxertada deve conter epiderme e derme parcial ou total.

De acordo com a procedência do tecido, denomina-se:

  • Auto-enxerto: quando o doador e o receptor são os mesmos.
  • Homoenxerto: quando o doador e o receptor são indivíduos distintos; contudo, da mesma espécie.
  • Xenoenxerto: quando o doador e o receptor são indivíduos de espécies distintas.

Com relação ao tipo de enxerto e suas indicações existem:

  • Enxerto da pele total: por apresentarem grande capacidade de mimetizar com facilidade a pele normal, este tipo de enxerto é indicado nas perdas de pele da face causada por trauma ou tumor. Conferem uma cobertura mais resistente e estão menos propensas a contrações secundárias, levando a um melhor resultado funcional e estético. No entanto, seu uso fica limitado a pequenas lesões.
  • Enxerto de pele parcial: este tipo de enxerto apresenta um leque de uso muito mais amplo e caracteriza-se por preservar a derme da região doadora, possibilitando que a mesma seja reepitelizada. Pode ser aplicada como solução permanente ou temporária (curativo biológico). Neste último caso utiliza-se pele de outro indivíduo ou de animais conservada em banco, no combate contra infecções severas em regiões que foram queimadas ou que apresentam úlceras crônicas, até que a região receptora esteja pronta para receber o enxerto definitivo. Os enxertos parciais são muito resistentes e levam a uma boa cobertura, podendo ser utilizado em qualquer superfície corporal, até nas que apresentam pouca vascularização.

Os enxertos passam por um período de contração, no qual a primária é consequência da camada de elastina da derme, enquanto que a secundária é resultante da atividade dos miofibroblastos.

Os enxertos de pele total costumam apresentar contração primária e, em menor quantidade, a secundária, contrariamente ao enxerto de pele parcial, que costuma apresentar contratura secundária.

Um enxerto bem sucedido fica na dependência da capacidade de um enxerto receber nutrientes, com posterior desenvolvimento de vascularização no local.

A popularmente conhecida “pega do enxerto” ocorre em três etapas:

  • 1° fase: dura de 24 a 48 horas e compreende um processo de embebição. Inicia-se com o desenvolvimento de camadas de fibrina quando o enxerto é fixado sobre o seu leito receptor. A absorção de nutrientes se dá por ação capilar do leito receptor para o enxerto.
  • 2° fase: esta é conhecida como a fase de inosculação vascular entre as terminações vasculares dos capilares recipientes presentes no enxerto e doadores do leito.
  • 3° fase: o enxerto sofre revascularização por meio dos capilares conectantes. Como o enxerto de pele total é mais espesso, a sobrevida do mesmo é mais precária, requerendo um leito altamente vascularizado.

Como toda cirurgia, esta pode apresentar complicações. A causa mais comum de problemas na implantação do enxerto de pele é a ocorrência de seromas e hematomas localizados entre o enxerto e o leito receptor. Deste modo, as técnicas de imobilização são imprescindíveis para obtenção de resultados satisfatórios. O segundo problema mais frequente são as infecções. O risco de infecção pode ser diminuído através de uma cuidadosa preparação do leito receptor.

Fontes:
http://pt.scribd.com/doc/7262792/Enxertos-de-Pele
http://www.sbcd.org.br/procedimentos.php?id=100
http://pt.wikipedia.org/wiki/Enxerto_de_pele

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