Ozonioterapia

Por Débora Carvalho Meldau
A ozonioterapia consiste em uma terapia que utiliza ozônio como agente terapêutico em inúmeras patologias.

O ozônio é um gás obtido por meio da união de três átomos de oxigênio e, por sua vez, apresenta a função de proteger o nosso planeta dos raios ultravioletas que oriundos do sol. Já o ozônio medicinal, de acordo com especialistas, trata-se sempre de uma mistura de ozônio com oxigênio, sendo que a concentração de cada elemento varia de acordo com a moléstia que irá ser tratada.

Embora esta prática exista a mais de 100 anos, ela é pouco difundida no Brasil. A descoberta do uso médico do ozônio data de 1840, sendo que o primeiro a utilizá-lo foi Werner Von Siemens, responsável pela concepção do primeiro tubo de indução para a destruição de agentes patogênicos, no ano de 1857. Foi durante a Primeira Guerra Mundial que o médico alemão Christian Friedrich Schonbrin disseminou o uso desta terapia para tratar as lesões de soldados, alcançando resultados positivos.

No ano de 1915, outro médico alemão, Albert Wolf publicou um livro que falava a respeito do uso medicinal do ozônio e durante mais de 50 anos, a ozonioterapia limitou-se, praticamente, à Alemanha e à Áustria. Foi apenas a partir da década de 80 que a mesma propagou-se para outros países.

A ozonioterapia tem sido adotada como uma nova forma de tratamento para herpes, hepatite, entre outros tipos de infecção. O ozônio medicinal apresenta capacidade de elevar o aporte de oxigênio para todas as células que compõem o organismo, aumentando, consequentemente, a oxigenação e a respiração celular, tornando mais fácil a circulação do sangue, mesmo através de vasos estenosados (pois é um vasodilatador). Deste modo, esta terapia exibe efeitos satisfatórios no tratamento de problemas arteriais, como a insuficiência vascular periférica e acidentes vasculares encefálicos do tipo isquêmicos. Além dessa função, apresenta efeitos bactericida, fungicida e de inativação viral. Também é capaz de estimular a síntese de interferon, interleucina e fator de necrose tumoral. Apresenta também efeito anti-inflamatório, sendo útil seu uso em casos de dores crônicas. Dentre estas últimas, a moléstia que aponta resultados satisfatórios utilizando-se a ozonioterapia, é a úlcera crônica, principalmente em pacientes diabéticos, bem como no tratamento do pé diabético.

No Brasil, o uso da ozonioterapia ganhou maior visibilidade a partir de 2004, quando foi realizado em Santo André, no ABC paulista, a Primeira Conferência Internacional sobre Uso Medicinal do Ozônio. No ano de 2006, especialistas do mundo inteiro realizaram o primeiro Congresso Internacional de Ozonioterapia na cidade de Belo Horizonte.

Fontes:
http://www2.uol.com.br/vyaestelar/medicinacomplementar_ozonioterapia.htm
http://www.aboz.org.br/Web/secoes_site.asp?id=1
http://www.corposaun.com/ozonioterapia-nova-alternativa-tratamento-diversas-doencas-cronicas/7019/
http://www.portaleducacao.com.br/estetica/artigos/7684/ozonioterapia

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