Suturas

Por Débora Carvalho Meldau
Sutura, mais conhecida como pontos cirúrgicos, são ligações utilizadas por médicos, dentistas e médicos veterinários em pele, mucosas, músculos, vasos sanguíneos e órgãos com a finalidade de mantê-los unidos ou fechados, dependendo do local suturado, depois de serem seccionados cirurgicamente ou por um ferimento.

Há mais de 2000 a.C. fios como barbantes e tendões de animais já eram utilizados como suturas. Desde então, diversos materiais têm sido utilizados na fabricação de fios para procedimentos cirúrgicos, como, por exemplo, seda, algodão, intestino de animais, crina de cavalo, entre outros.

O aprimoramento dos materiais utilizados nos fios de sutura levou a um desenvolvimento de fios específicos para cada tipo de procedimento, minimizando dificuldades enfrentadas pelos cirurgiões no passado, bem como a significativa redução de infecções no período pós-operatório.

Atualmente, o fio de sutura é definido como uma estrutura flexível, de formato circular e pequeno diâmetro. Quanto ao material, este pode ser sintético, de material orgânico ou de fibras vegetais.

É de grande importância ressaltar que os fios de sutura, no geral, são reconhecidos pelo organismo como corpos estranhos, desencadeando algum tipo de reação local. Todavia, cada tipo de fio exibe uma particularidade, variando de intensidade de reação.

Os fios de sutura podem ser classificados como:

  • Absorvíveis: estes, por meio de determinados processos do organismo, serão absorvidos e, deste modo, desaparecerão do local onde foram suturados. Este processo varia em tempo e modo de absorção, de acordo com o fio utilizado.
  • Não-absorvíveis ou inabsorvíveis: o tipo de material utilizado nesse tipo de fio não pode ser absorvido pelo organismo, permanecendo no local onde foi colocado por tempo indefinido ou até sua remoção mecânica.

Com relação aos tipos de suturas, estas podem ser de dois tipos:

  • Interrompidas: neste tipo os nós são atados e os fios cortados depois de uma ou duas passagens nos tecidos.
  • Contínuas: neste tipo de sutura, é feito um nó no início, o fio não é cortado, estendendo o ponto de origem por diversas passadas pelos tecidos, sendo que o fio só é cortado em seguida ao nó final.

Já com relação à aparência de suas bordas, são classificas do seguinte modo:

  • Aposição: neste caso, as bordas se encostam, no mesmo plano.
  • Eversão: há um maior contato entre as bordas, que se viram, originado uma crista invertida.
  • Inversão: neste tipo de sutura, a borda da ferida volta-se para dentro, originando uma invaginação.
  • Sobreposição: neste caso, uma borda se sobrepõe a outra.

No caso das suturas interrompidas, os nós são entidades independentes, sendo que o rompimento de um nó (ponto) não compromete a integridade dos outros, mas quando ocorre, causa alterações em toda a linha de sutura.

As suturas contínuas utilizam menos material, quando comparada com as suturas interrompidas, o que resulta em uma menor quantidade de material de sutura nos nós e reduz o tempo de cirurgia, além de promoverem um melhor fechamento ao ar e água. Contudo, este tipo de sutura também apresenta algumas desvantagens, como:

  • Maior tempo para atar os nós;
  • Maior quantidade de material depositado nas feridas cirúrgicas;
  • Menor controle da tensão e a possibilidade de rompimento;
  • Não é ideal para algumas partes do organismo devido à sua habilidade de inverter ou everter as bordas.

Dentre ambos os tipos de suturas já citadas, existem variações. No caso das suturas interrompidas, encontram-se:

  • Sutura interrompida simples;
  • Sutura horizontal em “U” (Wolff);
  • Sutura vertical em “U” (Donatti);
  • Sutura em “X” ou cruzado;
  • Tensão moderada e aposição;
  • Jaquetão;
  • Sutura em oito.

Já no caso das suturas contínuas, temos:

  • Sutura contínua simples ou sutura de Kurschner;
  • Sutura contínua de Lembert;
  • Sutura festonada;
  • Sutura de colchoeiro ou “U” contínua;
  • Sutura intradérmica ou subcutânea;
  • Suturas de tensão;
  • Sutura de Gambee;
  • Sutura de Schimieden;
  • Sutura de Cushing não contaminante;
  • Sutura de Parker-Kerr;
  • Sutura de Bünner.

Fontes:
http://200.18.38.50/www/teccir/apoptcv/cap7.php?ref=7
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sutura
http://pt.scribd.com/doc/7262687/Aula-6-Suturas

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