Fossilização

Por Mayara Lopes Cardoso
Fósseis (do latim fossilis, tirado da terra) são vestígios deixados por seres que viveram no passado, que podem ser ossos, dentes, pegadas impressas em rochas, fezes petrificadas, animais conservados no gelo, por exemplo. O processo natural de formação de um fóssil é denominado fossilização.

Fóssil de um peixe. Foto: Dinoton / Shutterstock.com

Fóssil de um peixe. Foto: Dinoton / Shutterstock.com

A fossilização é um processo extremamente lento e complexo, chegando a durar milhares de anos. Trata-se, ainda, de um mecanismo raro, uma vez que, para ocorrer, são necessárias condições extremamente favoráveis à conservação do vestígio deixado pelo organismo:

  • É preciso haver um soterramento rápido do corpo do ser vivo, caso contrário, ele será rapidamente degradados por microrganismos decompositores (bactérias e fungos). Esses restos são cobertos por areia, argila, e outros sedimentos.
  • Somente podem ser fossilizados os organismos que possuem partes rígidas, como ossos, dentes, troncos, carapaças e conchas, que são as partes que menos sofrem decomposição.
  • O tipo de sedimento que submerge o organismo deve ser fino (como o silte e a argila), pois os sedimentos mais grossos podem ser erodidos com o movimento das águas, além de decompor a matéria orgânica.
  • O meio onde ser forma um fóssil, para uma melhor conservação, deve ser desprovido de oxigênio (anaeróbio), já que a oxidação contribui muito para a degradação orgânica. O clima deve ser frio, pois a ação dos microrganismos decompositores diminui muito em temperaturas baixas.

Os fósseis podem manter-se preservados de várias maneiras, daí os diferentes tipos de fossilização:

  • Moldagem – consiste num tipo de fossilização em que os restos soterrados do ser vivo, após deixarem sua forma gravada na rocha, são completamente degradados (até mesmo as partes mais duras desaparecem).
  • Contramoldagem – ocorre quando a lacuna deixada no molde é preenchida por minerais, que se solidificam constituindo uma cópia, em rocha, do ser vivo original. Logo, a ocorrência de um processo de contramoldagem depende obrigatoriamente do processo de moldagem.
  • Mumificação – tipo de fossilização mais raro, em que há a preservação de parte ou de todo o organismo. Esse corpo pode ser congelado, desidratado ou solidificado por meio de substâncias impermeáveis, mantendo sua inteireza. Dessa forma, podem ser preservadas ilesas algumas partes como, órgãos, pele e até sua última refeição.
  • Mineralização (permineralização ou petrificação) – nesse tipo de fossilização, as substâncias orgânicas do corpo do organismo soterrado são substituídas por minerais presentes no meio ou trazidos pela água (como a sílica, por exemplo). Paulatinamente, os compostos minerais tomam o lugar das substâncias orgânicas, numa troca tão precisa que todas as particularidades do corpo do organismo são mantidas, sem restar nada de matéria orgânica original. Através deste processo, são fossilizadas as partes duras (ossos, dentes, unhas), ramos e troncos de plantas, entre outros.
  • Impressão – tipo de fossilização em que somente são preservados os vestígios deixados pelo organismo. São pegadas, rastos, tocas ou marcas que um ser vivo deixou sobre um terreno mole, que, com o passar do tempo, se transformou em rocha.

Referências:
http://www.ufrgs.br/paleodigital/Fossilizacao.html
http://e-geo.ineti.pt/divulgacao/materiais/posters/poster_fossilizacao.pdf
http://covildolobo.no.sapo.pt/7ano/Mat.Apoio.CN_7/fosseis.pdf