A Última Ceia

A Última Ceia é uma das obras mais famosas do grande gênio Leonardo Da Vinci, ao lado de Mona Lisa é atualmente uma das obras de arte mais apreciadas do mundo, apesar da deterioração sofrida ao longo dos séculos.

Da Vinci começou a pintá-la em 1495 e concluiu, aproximadamente, dois anos mais tarde em 1497. O Mural possui 460 cm x 880 cm e se encontra nas paredes de um salão destinado ao refeitório dos monges do monastério da Igreja de Santa Maria Delle Grazie, em Milão na Itália, podendo ser visitada mediante a compra de um ingresso. Além da deterioração, sofreu todo tipo de agressão como um bombardeio na Segunda Guerra Mundial, até a abertura de uma porta pelos padres do monastério no século XVII. A abertura dessa porta deu-se no meio da pintura fazendo com que os pés de Cristo sumissem. Por pouco a incrível pintura não se perdeu. Hoje se encontra muito distante da ideia original de Da Vinci, em função das diversas vezes que precisou ser restaurada.

The Last Supper Restored, Leonardo Da Vinic

A ambiciosa obra encomendada pela Igreja de Santa Maria Delle Grazie retrata o momento em que Cristo aponta seu traidor segundo a passagem bíblica João 13:21. Mesmo representando uma passagem tão intensa da Bíblia, Da Vinci retrata o rosto de Cristo expressando calma e serenidade, mas dá movimento a cena representando os demais apóstolos em alvoroço ao questionarem Jesus sobre o que Ele acabara de afirmar.

Sempre audacioso Leonardo Da Vinci tentou inovar na aplicação de uma nova técnica, não obtendo muito sucesso. Na técnica de afresco tradicional a tinta é aplicada diretamente sobre o reboco úmido, no entanto Da Vinci preferiu usar a tinta sobre a superfície seca. O resultado dessa técnica foi desastroso, a pintura antes mesmo de ser terminado já estava começando a dar sinais de deterioração.

A obra foi projetada em perfeita simétrica. O rosto de Cristo ocupa o centro do mural e o centro da extensa mesa. Seu olho direito é o ponto de fuga da perspectiva por onde convergem todas as linhas. Ao lado de Jesus na mesa encontram-se os 12 apóstolos, seis em cada lado em grupos de três conectados por gestos e movimentos, aumentando a simetria da cena, juntamente com a disposição das portas e janelas ao fundo. Da Vinci soube captar as mais diversificadas reações psicológicas humanas nos rostos dos apóstolos, bastante diferente das antigas representações desse mesmo tema. Nas versões mais antigas apenas a figura de Judas agitava-se e destacava-se em meio aos tranquilos apóstolos. Outros detalhes também impressionam como o drapeado da toalha e das roupas dos personagens, além dos pratos sobre a mesa.

Muitos mistérios e mensagens subliminares rondam a pintura, o principal deles diz que sentado à direita de Jesus está Maria Madalena, ao invés de João como se acredita.

Referências:
Pinacoteca Caras. São Paulo: Editora Abril, 1998, nº 01.

GOMBRICH, E.H. A história da arte. Rio de Janeiro: LTC, 2013.

De volta, o esplendor da Última Ceia. Disponível em: http://galileu.globo.com/edic/97/conhecimento2.htm

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