Cannabis sativa

Por Thais Pacievitch
Cannabis sativa é uma planta da família das Canabiáceas, cultivada em várias regiões do mundo. Existem registros do uso dessa planta na China, que remontam a 2800 a.C. Desde essa época, a planta era utilizada de diversas formas, inclusive na medicina oriental.

Cannabis sativa
Cannabis sativa
Classificação científica
Reino: Plantae
Divisão: Magnoliophyta
Classe: Magnoliopsida
Ordem: Rosales
Família: Cannabaceae
Gênero: Cannabis
Espécie: Cannabis sativa

As fibras do caule da cannabis são fortes e tem grande durabilidade. Podem ser utilizadas para a fabricação de papel, de cordas e até tecidos e fios para a confecção de roupas. Das sementes da cannabis sativa pode-se extrair um óleo que pode ser utilizado na produção de sabão, tintas e mesmo óleo comestível.

Da cannabis sativa, em seu estado natural, podem ser produzidas duas drogas ilícitas, ou seja,  substância psicoativa de ação perturbadora do sistema nervoso central: a maconha (ou marijuana) e o haxixe (hash). A substância ativa com poder narcótico presente na cannabis sativa é o THC (tetrahidrocannabinol), que embora esteja presente em todas as partes da planta, encontra-se mais concentrada nas flores e resina das plantas fêmeas. Da planta Cannabis sativa podem ser produzidas mais de 400 substâncias químicas.

A maconha nada mais é do que as folhas e as flores (principalmente do topo das flores) secas da cannabis sativa.  Geralmente “a erva” é fumada, mas também pode ser ingerida. Se “fumada”, em poucos segundos seus efeitos são sentidos, enquanto se ingerida, os efeitos surgem entre 30 e 60 minutos.

No Haxixe a concentração de THC é muito maior, o que faz com que o mesmo seja muito mais forte do que a maconha. Isso ocorre por que o haxixe é a resina (dourada e viscosa) que se acumula na parte superior das flores e folhas da planta, ou seja, é um extrato concentrado. Depois de seco, pode ter a forma de bolotas ou tabletes, que assim como a maconha, podem ser ingeridos (mascados) ou fumados. O haxixe também é fumado com o uso de cachimbo, após ser misturado com tabaco.

Sob o efeito do THC, os batimentos cardíacos aumentam, a boca fica seca e os olhos ficam avermelhados.  Geralmente, há uma sensação de euforia, seguida de relaxamento e riso fácil. No entanto, a pessoa tem dificuldade em calcular tempo e espaço, e tem diminuída sua capacidade de atenção e memória, embora possa haver grande fluxo de idéias, geralmente mais rápidas do que a capacidade de expô-las. Importante lembrar que os efeitos variam de acordo com a qualidade e quantidade de substância ingerida, assim como varia de pessoa para pessoa. Nem todos os usuários dessas substâncias tornam-se dependentes.

O uso contínuo de THC pode ter consequências graves, tanto para a saúde física como para a psicológica. Fisicamente, o usuário tem maior chance de desenvolver câncer no pulmão e garganta, tosse crônica, isquemia cardíaca, diminuição de testosterona (homens), entre outras doenças. Dificuldades de aprendizagem, de memorização e falta de motivação são os efeitos psíquicos mais comuns do uso de substâncias derivadas de cannabis sativa.

Referências:
CEBRID - Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas. Universidade Federal de São Paulo. Depto. de Psicobiologia. Disponível em: <http://200.144.91.102/cebridweb/default.aspx> Acesso em 20 jan. 2010.

CURITIBA. Secretaria Antidrogas. Cartilha de prevenção às drogas e à violência. Disponível em: <www.antidrogas.curitiba.pr.gov.br> Acesso em 20 jan. 2010.

O USO DA CANNABIS. Disponível em: < http://www.qmc.ufsc.br/qmcweb/artigos/maconha/planta.html> Acesso em 20 jan. 2010.

SOBRE A MACONHA. Disponível em: < http://www.virtual-party.org/pt/pot6151.html> Acesso em 20 jan. 2010.