Lobby

Algumas palavras ganham, no dia-a-dia, uma conotação negativa. É o caso do vocábulo ‘lobby’, originário do idioma inglês, e que em seu sentido restrito pode ser traduzido como antessala ou corredor. Ela se tornou desprezível no Brasil por ser associada imediatamente a um jogo de pressão e coerção realizado nos bastidores da política brasileira, quase sempre de forma ilícita.

Na realidade o lobby se refere a toda manifestação de grupos, instituições e organizações junto ao Estado em prol de suas causas, algo realizado de forma transparente e legal. Nos Estados Unidos esta ação é até mesmo considerada como uma atividade profissional lícita.

O problema é quando ele assume um caráter de empreendimento paralelo, praticado por uma máfia que alia o lobby à chantagem, extorsão e outros crimes afins. Uma mudança de mentalidade em relação a este exercício da cidadania pode contribuir também para que ele deixe de ser mais uma ação do crime organizado.

Intervir de forma direta nas resoluções do Governo, particularmente do Legislativo, fonte das leis que regem a vida nacional, é até mesmo uma obrigação dos cidadãos. Afinal, eles devem exigir que seus representantes cumpram o que prometeram antes de ser eleitos.

Isso só não pode ser confundido com corrupção, formação de quadrilhas com o atributo exclusivo de influir sobre o poder público com o objetivo de beneficiar determinadas empresas em detrimento de outras, nem deve ser instrumento de cobrança de favores daqueles que financiaram a campanha de certos políticos.

O lobby é uma ferramenta de todos que detêm direitos civis e políticos na conquista de benefícios para o país. Por exemplo, em uma causa ecológica ou nas mudanças necessárias nos campos da educação, da saúde, da justiça, entre outros. Apesar de ser muito comum na esfera política, ele é usado normalmente por cada indivíduo em seu cotidiano.

Quando um filho tenta negociar com o pai qualquer concessão, está fazendo lobby. Assim como uma determinada categoria profissional nas ocasiões em que firma um acordo com a organização à qual está vinculada. Portanto, seja no meio familiar, no colégio, na instituição religiosa ou no ambiente sindical, o lobby está presente. Até nas relações internacionais, por exemplo, nas interações diplomáticas, o lobby é essencial.

Pode-se definir lobby, portanto, como a ascendência sobre uma personalidade que tem em suas mãos o poder de tomar resoluções importantes. O objetivo é que sua deliberação seja a mais auspiciosa possível para as partes envolvidas. No contexto político, especificamente, ele está ligado principalmente às questões econômicas.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobby
http://www.libre.org.br/titulo_view.asp?ID=248

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