Partisans

Por Emerson Santiago
Na política, o termo partisan significa, literalmente, grupo organizado em um partido político. Durante a Segunda Guerra Mundial, porém, recebia o nome de partisan (plural partisans) todo o grupo paramilitar, geralmente sem qualquer treinamento regular, formado com o intuito de resistir à intensa ocupação das forças alemãs durante o conflito. Estes grupos eram geralmente constituídos por trabalhadores, gente comum que se reunia a algum grupo um pouco maior com outros trabalhadores e seguiam tentando dar alguma forma de apoio às forças regulares envolvidas na guerra.

Como resultado, o equipamento destes grupos era pouco, praticamente constituído pelas armas que os seus componentes guardavam em casa, além da aparência, pois não possuíam uniformes, e geralmente locomoviam-se do modo como fosse possível. Quando realizavam um ataque bem-sucedido, aproveitavam para se apoderar dos equipamentos do inimigo. Além disso, buscavam sempre lutar em terrenos que os alemães encontrassem dificuldades de patrulhar e controlar. Exatamente por essa constituição improvisada, suas táticas de combate eram baseada em operações de guerrilha, na qual a surpresa era certamente a maior arma dos partisans. No caso da Iugoslávia de então, seu exército foi derrotado pelos nazistas e muitos dos oficias regulares começaram a treinar a população.

Praticamente todos os países invadidos pelas forças do Eixo na guerra tiveram grupos de partisans. Entre eles, podem-se citar:

  • na antiga Iugoslávia, que continuaram a atuar após a guerra, em meio às disputas que emergiram no país até que o partido comunista emergisse com preponderância;
  • na Polônia, o movimento Leśni;
  • na Eslováquia, o Levante Nacional Eslovaco;
  • a Resistência Grega, que combateu italianos e alemães;
  • Partisans soviéticos, em meio à invasão nazista da URSS;
  • Partisans bielo-russos;
  • Partisans letões;
  • Partisans lituanos;
  • Resistência búlgara;
  • Resistência albanesa;
  • Partisans judeus - distribuídos por todas as regiões da Europa com significantes comunidades judias, entre o quais se destacam os partisans de Bielski, na Bielorrússia;
  • Movimento de resistência italiano;
  • Partisans soviéticos da Estônia

O caso dos partisans de Bielski ilustra muito do que acontecia em outros países. Operando no oeste da Bielorrússia entre 1942 e 1944, o grupo foi responsável por um dos mais significativos esforços deresistência judaica contra a Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial. Embora seus membros estivessem envolvidos na luta armada contra os alemães e seus colaboradores, os líderes do grupo enfatizavam a organização de um refúgio seguro para os judeus, em especial mulheres, crianças e idosos que conseguiam fugir para as florestas. Sob a proteção do grupo Bielski, mais de 1200 judeus sobreviveram à guerra, um dos mais bem sucedidos os esforços de resgate durante o Holocausto.

Bibliografia:
HART, Stephen A. Partisans: War in the Balkans 1941 - 1945 (em inglês). Disponível em: <http://www.bbc.co.uk/history/worldwars/wwtwo/partisan_fighters_01.shtml>. Acesso em: 27 abr. 2012.

The Bielski Partisans (em inglês). Disponível em: <http://www.ushmm.org/wlc/en/article.php?ModuleId=10007563>. Acesso em: 27 abr. 2012.