Arquiteto

Por Paula Perin dos Santos
Esta profissão é ideal para quem é criativo e disciplinado, se relaciona bem com as pessoas, gosta de pesquisar e é interessado em cultura e história. É o arquiteto quem torna os ambientes em que vivemos “habitáveis”. Ele elabora planos e modelos, desenha detalhes, dirige, fiscaliza e controla a construção e reestruturação de espaços físicos, “levando em conta as necessidades das pessoas e suas relações com o meio ambiente” (Daher, 2007:16), além de tratar de questões referentes à estética.

Foto: Andrey Popov / Shutterstock.com

Foto: Andrey Popov / Shutterstock.com

O arquiteto:

- elabora projetos relativos a construções e ao planejamento urbano em geral, levanto em conta o aspecto estético e as necessidades humanas de conforto, higiene e espaço.

- analisa o terreno e a situação climática, a função e a finalidade da obra, o seu tamanho, estilo, material necessário e os custos.

- estuda a planta e a fachada definitiva, desenha em detalhes a estrutura, os cortes longitudinais e transversais, levanta a perspectiva do conjunto, ordenando em seguida as especificações que darão o volume da obra e o tipo de resistência do material.

- distribui, em acordo com os especialistas, a rede de encanamento de água e esgoto, a instalação elétrica, a ventilação, o aquecimento, os elevadores, as pinturas e decorações.

- dedica-se ao planejamento, ao desenho e à supervisão estética de interiores de residências, escritórios e organizações funcionais.

- faz a reconstituição histórica de prédios tombados pelo Patrimônio Histórico, dedica-se à organização de interiores de museus.

- pesquisa e especifica os materiais a serem utilizados na execução e realiza vistorias periódicas das obras, a fim de assegurar o cumprimento fiel do projeto.

- atua como paisagista, no planejamento e projeção de áreas não construídas, como parques, jardins, praças, pátios, clubes e áreas livres em geral que devem ser equipadas de material social e recreativo.

- desempenha outras atividades relacionadas com a Arte, como projetos de móveis, ilustração, construção de maquetes e avaliação de obras de arte.

Para ter sucesso na carreira, Daher diz que boa parte dos arquitetos especializa-se como maquetista, cenógrafo, designer de interiores, desenhista de produto, dentre outros; afirma que é importante ter especialização se o graduado atua na área de patrimônio, restauração e planejamento urbano; diz que há também uma grande procura por especializações como “conforto ambiental, iluminação, cálculo estrutural e teoria arquitetônica”.

Hoje não se exige tanto que o arquiteto saiba desenhar bem por conta do programa AutoCAD, que elabora projetos. Entretanto, é interessante que este profissional tenha certa habilidade em desenhar, que dá uma boa impressão na hora de esboçar uma planta para um cliente.

“O arquiteto pode trabalhar de seis a nove horas por dia”, afirma Daher em seu livro Guia Megazine de Profissões, “mas quando tem um projeto para entregar, trabalha quantas horas forem necessárias para cumprir seu prazo”, conclui.

Para quem trabalha na área, como Ivan Rezende, arquiteto e designer de produto, numa entrevista à Daher, o que dá mais satisfação no trabalho é o reconhecimento pela conclusão de um bom projeto e “poder usar o conhecimento em favor de uma instituição de apoio a pessoas carentes”, afirma ele. Já o que ele considera o maior obstáculo da profissão é o “tempo”, que acaba impossibilitando o arquiteto de dar o “seu melhor” em função do curto espaço de tempo para a elaboração dos projetos.

O curso dura cerca de cinco anos. Segundo Daher, “há faculdades que exigem teste de habilidade específica no vestibular”. A grade é composta de cadeiras como desenho de observação e de arquitetura, geometria descritiva, estética, meio ambiente, dentre outras. É preciso uma boa afinidade com a matemática, já que cálculo e economia exigem esse conhecimento.

MERCADO DE TRABALHO

O principal meio de seguir a carreira ainda é o trabalho em escritórios, “onde eles desenvolvem os projetos, acompanham obras e lidam com os clientes”. Tendo experiência, muitos arquitetos abrem seus próprios escritórios. Daher afirma que muitas construtoras costumam contratar arquitetos e às vezes até terceirizar o trabalho.

O estágio não é obrigatório em algumas faculdades, mas mesmo assim ele é essencial para o futuro da profissão, salienta Daher. “Uma porta de entrada para o mercado são as concorrências públicas para a apresentação projetos”, diz.

O mercado para esta área encontra-se aquecido, principalmente no ramo da construção nas cidades grandes. Nas cidades do interior, a profissão também ganhou destaque porque passou a ser valorizada entre a classe média e os profissionais liberais, de acordo com Daher.

Um arquiteto iniciante ganha em torno de R$2 mil. Um mais experiente pode ganhar até o dobro. Quem movimenta seu próprio negócio, chega a ganhar de R$ 10 mil a R$ 20 mil reais.

Fontes
DAHER, Valquíria. Guia Megazine de Profissões. Rio de Janeiro, Ediouro, O Globo, 2007, p. 16-7.