Decoração (Decorador)

Por Ana Lucia Santana
Decorar um ambiente exige inspiração, criatividade, arte, percepção estética. Esta profissão vem conquistando um mercado cada vez mais amplo, pois cresce o número de pessoas que deseja transformar seu recanto em um espaço acolhedor e aconchegante, adaptando-o ao estilo pessoal.

A decoração de uma casa requer bom gosto e não é algo fácil de se realizar. Afinal, se as pessoas escolhem mal a cor de uma parede ou de um sofá, não é possível reverter o quadro em pouco tempo. Os moradores de um ambiente também constituem elementos essenciais, pois são eles, seus desejos, sua maneira de ser, que irão conferir veracidade e valor à arte de decorar.

A opção por uma modalidade decorativa – cores, móveis, objetos em geral – tem o dom de conferir qualidade ou de anular qualquer projeto de decoração. Errar na composição do ambiente requer um recomeço laborioso e nem sempre é possível corrigir os equívocos. Daí a importância de se recorrer a um profissional, que saberá exatamente como transformar o recanto de cada pessoa em um espaço confortável, agradável, prático e menos dispendioso.

Ao contrário do que muitos pensam, ser um decorador não é tão simples. Eles têm que estar constantemente antenados com as novas propensões do mercado, os critérios artísticos em voga, as demandas do consumidor, entre outras preocupações. Cada profissional deverá deter em suas mãos o poder de, muitas vezes, revolucionar completamente o espaço, transmutando-o no desejado sonho de seu proprietário.

Ser um bom decorador exige que o especialista acate a vontade e os hábitos de seu conjunto de clientes, sempre respeitando os valores estéticos e sua forma de expressão pessoal, buscando incessantemente o aconchego e o prazer. Mesmo que ele tenha de caminhar na contramão de um mercado opressor, hegemônico, que tenta impor seus desejos e padrões ao público-alvo e aos profissionais desatentos.

As novas tendências e a decoração de bom gosto podem se associar tranqüilamente se o decorador apelar sempre para o bom senso e a harmonia das proporções. Por exemplo, é possível recorrer excessivamente às cores dos móveis e objetos ornamentais, se nas paredes o especialista preservar tons neutros e mais sóbrios.

O decorador é um profissional que deve sempre buscar o impulso criador em tudo à sua volta, desde publicações sobre o tema, livros, novelas, programas televisivos, feiras de decoração, passando também por películas cinematográficas, cenários teatrais, entre outros. Além do mais, ele está livre para se atrever a romper com tradições e convenções. Sendo criativo, ele pode realizar um mix das mobílias mais recentes, com formatos e detalhes contemporâneos, a móveis ancestrais, garantindo um efeito encantador.

Só é necessário que o profissional seja cuidadoso com os excessos, para que o ambiente não fique visualmente carregado, conferindo ao espaço uma atmosfera pesada. Para que um elemento se destaque é importante que o seu entorno se harmonize com ele, ganhando assim contornos mais suaves e amenos, contribuindo com o realce do objeto em questão. Assim, ousando e simultaneamente se precavendo, o bom decorador pode, em pouco tempo e sem tantos gastos, subverter um ambiente, criando um recanto que ao mesmo tempo satisfaça os desejos do cliente e atenda aos imprescindíveis critérios estéticos.

Fontes
http://blogvaidireto.com/2008/02/05/a-arte-de-decorar/
http://msn.bolsademulher.com/familia/materia/a_arte_de_decorar/43192/1