Inteligência Prática

Por Ana Lucia Santana
A Inteligência Prática está ligada à constituição de uma ação ou de um uso repetido que resulta em um conhecimento ou em uma práxis. É o poder de conquistar aprendizado com as vivências, construindo aptidões funcionais. Ela se distingue da acadêmica, mais voltada para a percepção teórica, e nos ajuda a compreender porque algumas pessoas com um QI elevado não obtêm, apesar disso, o êxito na profissão.

O saber pode ser canalizado para a edificação de uma sabedoria renovada, mais sintonizada com a prática e ajustada às demandas do século XXI. Esta nova erudição é passível de ser definida como uma soma das habilidades dos adultos, um tanto similar à inteligência prática.

O intelecto vinculado à práxis refere-se à totalidade dos elementos cognitivos conquistados na elaboração das tarefas rotineiras, por meio de vários recursos a sua disposição. É a antiga técnica de realizar o correto no instante exato ou de exercitar o saber mais apropriado no momento certo. Este saber não é algo que pode simplesmente ser transmitido a alguém.

Atualmente obter a vitória em cada empreendimento realizado é o sonho de consumo de qualquer pessoa. Pode-se dizer que o sucesso é uma ideia fixa na vida social. Todos desejam conquistá-lo. E alcançar essa meta por meio da sabedoria exige vivência e inteligência prática.

Por muito tempo o predomínio do saber tradicional, proveniente da Academia, foi inquestionável entre os indivíduos e as instituições. Atualmente, diante da difusão dos novos implementos tecnológicos, o conhecimento transcendeu as fronteiras da Academia e hoje se desenrola um intercâmbio sinergético entre a esfera acadêmica e a prática.

Essa associação entre ambas se desenvolveu por conta da carência de aprender e de corresponder às conveniências dos indivíduos. Nesse ponto a inteligência prática obteve consistência ao recorrer à inventividade. Esta demanda atraiu uma mistura branda de inteligência analítica, inovadora e prática.

O intelecto prático já foi visto pelas instituições como um dos elementos mais significantes para a ocupação de vagas nos seus órgãos. Nesse caso não interessa exatamente que ramos do conhecimento a pessoa estudou, e sim as suas habilidades. Pode-se exemplificar, hoje, com a exigência da capacitação em Word ou Excel.

Outra distinção fundamental entre essa inteligência e as demais é que o saber da Academia é uma somatória de eventos, enquanto o prático se relaciona ao ‘como’ se conhece. Sternberg percebeu que a forma mais acertada de reconhecer a inteligência prática é requerer que os indivíduos listem casos de êxito na hora de solucionar questões profissionais, por meio de aptidões conquistadas nos empreendimentos cotidianos.

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Intelig%C3%AAncia_pr%C3%A1tica
http://jabaldaia.wordpress.com/2010/03/02/a-sabedoria-ou-inteligencia-pratica/