Algas Euglenófitas

Por Marilia Araujo
Os euglenóides do gênero Peranema e Euglena estão entre os flagelados mais familiares da classe Euglenoidea (Filo Euglenozoa, Reino Protozoa). O corpo destes organismos é alongado e tem uma invaginação (reservatório) na extremidade anterior. O citóstoma (abertura para entrada de alimentos) está na base do reservatório e ligado a uma citofaringe. Um vacúolo contrátil nas espécies de água doce descarrega no reservatório, e dois flagelos (cada um apresenta uma série de mastigonemas) surgem originariamente da parede deste reservatório.

Euglena sanguinia. Foto: NOAA

Euglena sanguinia. Foto: NOAA

Nas euglenas um dos flagelos é muito curto e termina na parte basal do flagelo longo. Já o ocelo pigmentado (ou estigma) sombreia a dilatação fotorreceptora formando o corpo paraflagelar, na área basal do flagelo longo. Porém no caso dos integrandes do gênero Peranema ambos os flagelos são longos, mas apenas um deles se arrasta para trás podendo ser utilizado pra capturar alimento ou prender o organismo em algum lugar.

Aproximadamente dois terços das mil espécies marinhas e de água doce dos Euglenóidea são heterotróficos e incolores. Apenas um terço é fotoautotrófico verde, como as espécies de Euglena. Os cloroplastos das espécies fotossintéticas possuem clorofilas A e B. Essas espécies verdes armazenam energia alimentícia como um carboidrato único chamado de paramilo. Este por sua vez é sintetizado em uma região do cloroplasto (região pirenóide), mas é armazenado em grânulos livres no citoplasma. Observe a figura abaixo:

Estrutura básica das euglenófitas. Ilustração: snapgalleria / Shutterstock.com [adaptado]

Estrutura básica das euglenófitas. Ilustração: snapgalleria / Shutterstock.com [adaptado]

O alimento para os heterótrofos incolores consiste em compostos orgânicos absorvidos a partir da água de bactérias e de algumas células de protozoários. Os peranema capturam a presa com um órgão-bastão único associado com a sua citofaringe e citóstoma conforme ilustrado acima em B na figura, o órgão-bastão consiste em dois bastões rígidos, paralelos e outras estruturas intracelulares chamadas “veletas”.

A reprodução sexuada não foi observada nos euglenóides, mas a reprodução clonal (assexuada) acontece por fissão binária.

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