Parada Cardiorrespiratória

Por Débora Carvalho Meldau
Recebe o nome de parada cardiorrespiratória (PCR) a abrupta e inesperada interrupção da circulação sanguínea, consequente da parada dos batimentos cardíacos que são responsáveis pela manutenção do débito cardíaco. Após a ocorrência deste fenômeno, o indivíduo perde a consciência dentro de 10 a 15 segundos, em decorrência da ausência de circulação sanguínea no cérebro.

A PCR pode apresentar-se em formas distintas. São elas:

  • Fibrilação ventricular ou taquicardia ventricular sem pulso: caracteriza-se por um ritmo cardíaco acelerado, irregular e ineficaz.
  • Assistolia ventricular: neste caso, há ausência de ritmo cardíaco.
  • Atividade elétrica sem pulso: neste caso, há a presença de atividade elétrica na musculatura cardíaca; todavia, os batimentos são ineficazes e não há a presença de circulação sanguínea.

Dentre os diferentes fatores capazes de causar PCR encontram-se:

  • Overdose;
  • Afogamento;
  • Patologias cardiovasculares;
  • Engasgo;
  • Demasiada perda de sangue;
  • Choque séptico;
  • Traumas;
  • Choque elétrico;
  • Envenenamento por monóxido de carbono.

O socorro básico é feito reconhecendo-se o estado de PCR, traduzido na ausência de pulsos carotídeos e de respiração, perda da consciência, palidez, cianose e pele marmórea.

A massagem cardíaca consiste na manobra realizada inicialmente que, em muitos casos, apresenta resultado positivo. Habitualmente é feita a tórax fechado ou a tórax aberto em locais adequados e executados por médicos.

A técnica é aplicada por meio de compressões rítmicas e seriadas sobre o terço inferior do esterno. O indivíduo que estiver realizando a massagem deve apoiar a base de uma das mãos nesse local e a outra mão sobre a primeira, entrelaçando os dedos, deixando seus braços retos, transpondo a para a vítima a pressão resultante do peso de seus ombros e tronco.

Além da massagem cardiorrespiratória, outras manobras auxiliam no retorno da circulação sanguínea, como ventilação, que deve ser alterada com a compressão torácica; aplicação de choque, capaz de reverter a fibrilação ventricular; e o uso de medicações vasopressoras (epinefrina, adrenalina e vasopressina).

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Parada_cardiorrespirat%C3%B3ria
http://www.medicinageriatrica.com.br/2007/08/12/parada-cardiorespiratoria/
http://www.scielo.br/pdf/reeusp/v35n4/v35n4a07.pdf
http://saude.hsw.uol.com.br/ressuscitacao-cardiopulmonar1.htm

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