Rouquidão

Por Débora Carvalho Meldau
A rouquidão, também denominada disfonia, consiste em uma alteração vocal muito comum na população, sendo definida como qualquer problema ocorrido no aparelho fonador que resulte na falta de clareza do som.

Este comumente é um problema de caráter transitório, podendo ser classificada como aguda, que apresentam curta duração, ou crônica, quando persistem por mais de 15 dias.

A etiologia da roquidão divide-se em dois grupos:

  • Funcionais;
  • Orgânicas.

Funcionais

Neste caso, a rouquidão é consequência do próprio uso da voz, não havendo a presença de nenhuma moléstia nas cordas vocais. Pode ocorrer por dois mecanismos distintos:

  • Uso inadequado da voz, como, por exemplo, causado pela imitação de outros padrões de voz, que não a do próprio indivíduo; em casos do uso excessivo da voz, como é o caso dos cantores;
  • Inadaptações fônicas, quando o aparelho fonador do indivíduo não está muito bem adaptado à fala. Essas inadaptações podem decorrer de alterações anatômicas, como malformação da laringe; ou funcionais, como problemas das relações fala/ respiração, fala/deglutição.

Orgânicas

A rouquidão, neste caso, ocorre devido a alguma alteração anatômica das cordas vocais, como, por exemplo, cistos, nódulos, pólipos, edema de Reinke, papilomas, paralisia das cordas vocais, entre outros. O refluxo esofágico pode levar à irritação das cordas vocais, resultando em rouquidão.

A causa mais comum de rouquidão aguda é a laringite aguda causada por infecção viral ou bacteriana. Nesse caso, a rouquidão pode surgir isoladamente ou acompanhada de coriza e tosse.

A causa da rouquidão pode ser identificada por meio de exames específicos, no qual é possível observar as cordas vocais e identificar lesões presentes nas mesmas que podem ser a causa da rouquidão.

Quando se trata de rouquidão funcional, o principal tratamento é a fonoterapia, na qual o paciente aprende utilizar a fala de maneira mais adequada.

Nos casos de rouquidão de origem orgânica, a causa específica deve ser tratada. No caso de nódulos nas cordas vocais, a fonoterapia é uma opção de tratamento, porém em certos casos se faz necessária a realização de cirurgia para sua ressecção. Os pólipos e os cistos são removidos cirurgicamente e, por conseguinte, é feita a fonoterapia pós-cirúrgica. O edema de Reinke é tratado por meio do abandono do fumo, juntamente com fonoterapia. A paralisia das pregas vocais é tratamento somente por meio de fonoterapia, enquanto que os papilomas são tratados cirurgicamente; todavia, o risco de recidiva é grande.

Fontes:
http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?371
http://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/4876/-1/rouquidao-e-outros-problemas-das-cordas-vocais.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Rouquid%C3%A3o