Tubas Uterinas

Por Débora Carvalho Meldau
As tubas uterinas são também denominadas ovidutos, anteriormente conhecidas como trompas de Falópio, são dois tubos musculares de grande mobilidade, pertencentes ao sistema reprodutivo das fêmeas de mamíferos, medindo aproximadamente 12 cm de comprimento, responsáveis por transportar o óvulo em direção ao útero. Uma de suas extremidades (o infundíbulo) abre-se na cavidade peritoneal próximo ao ovário e possui prolongamentos no formato de franjas, as chamadas fímbrias; a outra extremidade (intramural) atravessa a parede do útero e se abre no interior deste órgão.

Anatomia da Tuba Uterina (© Merck)

Anatomicamente, a tuba uterina divide-se em quatro partes: infundíbulo, ampola, istmo e intramural. A porção medial da tuba, de calibre menor, é o istmo; a extremidade distal de cada tuba é o infundíbulo, que se abre próximo ao ovário; a porção adjacente a anterior é a ampola; a porção intramural é a parte uterina, ou seja, forma o segmento do tubo que se localiza na parede do útero.

A parede da tuba uterina é composta de três camadas: uma mucosa, uma espessa camada muscular de músculo liso disposto em uma camada circular interna e uma camada longitudinal externa e uma serosa composta de uma lâmina visceral de peritônio.

A mucosa possui muitas dobras dispostas no sentido longitudinal que são muito numerosas dentro da ampola. Em seções transversais o lúmen da ampola se assemelha a um labirinto. Estas dobras ficam menores nos segmentos da tuba mais próximos ao útero. Na região intramural as dobras são reduzidas a pequenas protuberâncias e a superfície interna da mucosa é quase lisa.

A mucosa é formada por um epitélio colunar simples e de uma lâmina própria de tecido conjuntivo frouxo. O epitélio é composto por dois tipos celulares, um é ciliado e o outro é secretor. Os cílios batem em direção ao útero, movimentando nessa direção uma película de muco que cobre sua superfície. Este líquido é constituído principalmente por produtos das células secretoras, que encontram-se interpostas entre as células ciliadas.

No momento da ovulação, a tuba uterina exerce um movimento ativo e a sua extremidade afunilada se aproxima da superfície do ovário, favorecendo assim a captação do ovócito que foi ovulado. A secreção possui funções nutritivas e protetoras com relação ao ovócito, além de promover também a capacitação dos espermatozóides.

Normalmente, a fertilização se dá na ampola e reconstitui o número diplóide de cromossomos típicos da espécie. A fertilização se comporta como um estímulo para o ovócito completar a segunda divisão meiótica, ao fim da qual o ovócito primário passa a ser o ovócito secundário. A corona radiata, que normalmente envolve o ovócito no momento da fertilização, é ainda preservada por um certo tempo durante a passagem do ovócito pela tuba uterina. A menos que seja fertilizado, o ovócito permanece viável por um máximo de 24 horas. Caso a fertilização não aconteça, o ovócito sofre autólise na tuba uterina sem completar a segunda divisão de maturação.

Após ser fertilizado, o ovócito passa a receber o nome de zigoto, iniciando uma série de divisões celulares e é transportado para o útero, um processo que leva aproximadamente 5 dias. A contração da musculatura lisa e a atividade das células ciliadas transportam o ovócito ou zigoto ao longo do infundíbulo e do restante da tuba. Este movimento também impede a passagem de microrganismos do útero para a cavidade peritoneal.

Fontes:
http://www.auladeanatomia.com/genitais/tubas.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Tuba_uterina
http://www.saudeemmovimento.com.br/conteudos/conteudo_exibe1.asp?cod_noticia=1220
Histologia Básica – Luiz C. Junqueira e José Carneiro. Editora Guanabara Koogan S.A. (10° Ed), 2004.