Silagem

Por Débora Carvalho Meldau
Silagem é o produto resultante da fermentação, realizada por bactérias, de forrageiras em processo de anaerobiose, picadas e acondicionadas em silos. Este processo de produção de silagem denomina-se ensilagem e quando feito adequadamente, seu valor nutritivo é semelhante ao da forrageira verde. O processo de ensilagem deve ser feito com a planta cortada na época certa, enchendo-se o silo, de forma a compactar a massa verde picada e, por último, a vedação do local de armazenamento.

A silagem é utilizada na alimentação de animais, principalmente bovinos, sendo um volumoso que pode substituir o pasto durante o período de seca; em confinamento é muito usada junto com os grãos e farelos.

A produção de silagem proporciona benefícios, como:

  • Permite que seja mantido um maior número de animais por unidade de terra;
  • Auxilia em uma maximização ou manutenção da produção, em especial, em épocas de seca;
  • Com a realização do confinamento, permite ofertar animais bem nutridos quando o preço está mais elevado;
  • Proporciona uma armazenagem de grande volume de alimento em pouco espaço.

Existem diversas forragens que podem ser utilizadas na produção de silagem, entre elas estão:

Panicum maximun

As forrageiras que fazem parte deste gênero são, Mombaça, Tanzânia, Colonião e Tobiatã. Uma de suas características é uma boa produção de massa; sua implantação é através de sementes; pode render até quatro cortes por ano, com produção entre 25 a 40 toneladas/corte/hectare. O primeiro corte deve ser feito em torno de 80 a 90 dias após o plantio; os próximos cortes serão após 45 a 55 dias após o rebrote, sendo que nesta época possui uma quantidade de, aproximadamente, 24% de matéria seca, 9% de proteína bruta e 53% de nutrientes digestíveis totais.

Capim elefante (Pennisetum purpureum)

As forrageiras que fazem parte deste gênero são Cameroon, Napiê, Taiwan, Mineirão e Paraíso. Dentre os capins tropicais, estes possuem o maior potencial de produção de massa. É plantado através de mudas, exceto a variedade Paraíso; têm rendimento de três cortes anuais, com produção entre 35 a 45 toneladas/corte/hectare. O primeiro corte deve ser feito cerca de 100 dias após o plantio, sendo que os cortes subsequentes devem ser feitos 60 a 70 dias após o rebrote.

Cynodon sp

As forrageiras que fazem parte deste gênero são, Tifton  68, Rhodes e Coast-Cross. Possuem um ótimo valor nutricional, permitindo diversos cortes; a maior dificuldade reside na sua implantação, que é feita através de mudas. O corte desta forrageira pode ser feito de 30 em 30 dias, durante o período de chuvas e até cinco cortes por ano, porém com uma menor produção. Este capim produz cerca de 18 toneladas/corte/hectare.

Brachiaria sp

As forrageiras que fazem parte deste gênero são, o Braquiarão, Brachiaria decumbensBrachiaria ruiziensisBrachiaria plantagínea. Propagam-se facilmente; o primeiro corte deve ser feito cerca de 70 dias após o plantio, sendo que os cortes seguintes podem ser feitos entre 35 a 40 dias após o rebrote. Sua produção gira em torno de 20 a 30 toneladas/corte/hectare.

Cana-de-açúcar

Este volumoso é usado a mais de um século na alimentação dos animais. A cana de açúcar apresenta alta produtividade, em torno de 70 toneladas/hectare/ano, e alto valor energético.

Milho, sorgo, girassol e milheto

Com a utilização destes alimentos, o resultado é uma silagem de alta qualidade, alto valor energético e boa digestibilidade. O milho possui matéria seca variando de 32 a 35%, com uma produtividade ao redor de 30 toneladas/hectare. O sorgo possui matéria seca ao redor de 30 a 33%, com produtividade entre 35 a 40 toneladas/hectare. O girassol está pronto para o corte quando a flor estiver voltada para o solo e a parte de trás estiver amarelada; sua produtividade gira em torno de 30 toneladas/hectare e a matéria seca é próxima de 30%. O milheto é cortado aos 50 dias depois de plantado; quando estiver no ponto de silagem sua matéria seca estará por volta de 30% e sua produtividade entre 25 a 30 toneladas/hectare.

    Fontes:
    http://www.cnpgc.embrapa.br/publicacoes/divulga/GCD02.html
    http://www.agrobyte.com.br/silagem.htm
    http://pt.shvoong.com/exact-sciences/1784025-silagem-ensilagem/
    http://www.portaldoagrovt.com.br/agro/agricultura/como_produzir_silagem_de_qualidade.pdf
    http://www.forragicultura.com.br/arquivos/ENSILAGEMFORRAGEIRASTROPICAIS.pdf