Heinrich Himmler

Por Luisa Rita Cardoso

Doutora em História (UDESC, 2020)
Mestre em História (UDESC, 2015)
Pós-graduada em Direitos Humanos (Universidade de Coimbra, 2012)
Graduada em História (UDESC, 2010)

Categorias: Biografias
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Heinrich Himmler nasceu em 7 de outubro de 1900, em Munique, Alemanha. Serviu o exército alemão na Primeira Guerra Mundial, mas antes que seu treinamento tivesse sido concluído, a Alemanha assinou o armistício que colocou fim ao conflito. No início da década de 1920, envolveu-se com o Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista). Em 1926 assumiu a liderança do setor de propaganda do Partido nas regiões da Baviera, Suábia e Palatinado e, em 1929 foi designado chefe da SS (Schutzstaffel), organização paramilitar nazista cuja designação inicial era a de proteção pessoal de Hitler.

Heinrich Himmler, 1942.

Himmler é considerado o segundo homem mais poderoso do Terceiro Reich, atrás apenas de Hitler. Além da segurança do Führer, era encarregado da proteção do império nazista. Em 1930, foi eleito deputado para o Reichstag (Parlamento). Investiu na expansão da SS e, em 1933, tal organização já contava com 52 mil homens. Participou ativamente da construção de Dachau, o primeiro campo de concentração nazista, inaugurado também em 1933.

Após a invasão e ocupação alemã da Polônia, Himmler obteve controle total das áreas anexadas e em menos de um ano deslocou à força mais de 300 mil judeus poloneses para fora do território ocupado. Em 1941, quando os nazistas invadiram a União Soviética, passou a controlar a administração política das zonas ocupadas, bem como, atravé da SS, o sistema de campos de concentração construído pelos nazistas. Em 1943, assumiu o cargo de ministro do interior e foi um dos responsáveis pela implementação da chamada “solução final”, isto é, da política nazista de aprisionamento em campos de concentração e eliminação em massa, com uso de câmaras de gás, de judeus e outros grupos considerados inferiores e inimigos pelos nazistas.

Em julho de 1944, um grupo de oficiais alemães organizou um atentado contra Hitler, mas não obteve sucesso. No dia seguinte à tentativa de assassinato do líder nazista (20 de julho), Himmler prendeu mais de 5 mil suspeitos de participar da conspiração, dos quais 4.900 foram assassinados em represália. O comandante da SS ficou ainda mais poderoso e respeitado depois desse episódio.

No entanto, estimado e respeitado por Hitler e pelo alto escalão do Partido Nazista, foi acusado de traição pelo Führer quando, diante da iminente derrota alemã, tentou negociar com os Aliados. Assim, em seu testamento, escrito em 29 de abril de 1945, um dia antes de seu suicídio, Hitler o destituiu dos cargos que ocupava, expulsou-o do Partido Nazista e deu ordens para sua prisão. Himmler conseguiu se esconder e após a rendição alemã, tentou fugir usando a identidade falsa de Heinrich Hitzinger. Foi capturado pelos Aliados no dia 21 de maio e cometeu suicídio dois dias depois, ingerindo uma cápsula de cianeto, enquanto se encontrava sob custódia dos inimigos.

Referências:
https://www.ushmm.org/wlc/en/article.php?ModuleId=10007407
http://www.bbc.co.uk/history/historic_figures/himmler_heinrich.shtml
http://www.historylearningsite.co.uk/nazi-germany/nazi-leaders/heinrich-himmler/

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